SEC nomeia David Woodcock como novo diretor de fiscalização em meio a questionamentos sobre saída da antecessora

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A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) anunciou nesta quarta-feira a escolha do advogado David Woodcock para comandar a Divisão de Fiscalização a partir de 4 de maio.

Até a data da posse, o cargo continuará sendo exercido interinamente por Sam Waldon.

Perfil do novo diretor

Woodcock é sócio do escritório Gibson, Dunn & Crutcher e lidera o grupo de Práticas de Fiscalização de Valores Mobiliários da firma. Entre 2011 e 2015, atuou como diretor do escritório regional da SEC em Fort Worth.

Segundo o presidente da SEC, Paul Atkins, a nomeação busca “restaurar a intenção do Congresso” ao priorizar casos que ofereçam proteção efetiva ao investidor e reforcem a integridade do mercado. Woodcock afirmou que pretende implementar a visão da presidência no novo posto.

Saída de Margaret Ryan gera pressão no Congresso

Woodcock substitui Margaret Ryan, que deixou o cargo em março. A renúncia levou parlamentares a questionar se sua decisão foi motivada pela retirada de processos envolvendo empresas de criptomoedas.

Dois senadores enviaram cartas a Atkins pedindo esclarecimentos sobre a possível resistência interna a casos relacionados ao presidente Donald Trump. Entre eles está a decisão de fevereiro de 2025, um mês após a posse de Trump, de arquivar uma ação por fraude contra o fundador da Tron, Justin Sun, vinculada à plataforma cripto World Liberty Financial, apoiada pela família do presidente.

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Imagem: cointelegraph.com

Em mensagem de 30 de março, o senador Richard Blumenthal alegou que a SEC “pode ter concedido tratamento preferencial a parceiros financeiros do presidente Trump” ao desistir de litígios considerados consistentes por membros seniores da agência.

Balanço de fiscalizações no ano fiscal de 2025

Na terça-feira, a SEC divulgou relatório sobre as ações de fiscalização do ano fiscal de 2025. O documento registra sete casos envolvendo empresas de criptoativos por questões de registro e seis ligados à definição de broker-dealer.

A autarquia declarou não ter identificado dano direto a investidores nesses processos e afirmou que eles não trouxeram benefício ou proteção ao público, classificando-os como interpretações equivocadas das leis federais de valores mobiliários.

O relatório é visto como mais um sinal das mudanças no enfoque da SEC em casos relacionados a criptomoedas após a posse de Trump.

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