Setores de armamentos e motores lideram ganhos após Suprema Corte dos EUA derrubar parte de tarifas, diz Alckmin

Mercado Financeiro23 horas atrás9 Visualizações

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (20) que os segmentos de armamentos, máquinas, motores e madeira estão entre os maiores favorecidos pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais parte das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump.

De acordo com Alckmin, os ramos beneficiados respondem por 22% do valor das exportações brasileiras para o mercado norte-americano. “É uma decisão muito importante para o Brasil”, declarou em entrevista coletiva na sede do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

Impacto das novas tarifas globais

O vice-presidente minimizou o efeito do anúncio de Trump de aplicar uma tarifa global de 10% e manter sobretaxas específicas sobre aço, alumínio e autopeças. “Nós não perdemos competitividade, porque é 10% geral. O que estava acontecendo é que o Brasil estava com uma tarifa 10% mais 40%, que ninguém mais tinha”, disse. “Aí você perdia a competitividade.”

Segundo Alckmin, Brasília seguirá negociando com Washington. Entre os temas citados estão terras raras, minerais estratégicos e investimentos para implantação de data centers no país.

Setores ainda sujeitos a sobretaxa

A decisão da Suprema Corte derrubou as tarifas baseadas na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), liberando produtos como máquinas, equipamentos e calçados. Entretanto, aço, alumínio e cobre continuam sendo taxados sob a Seção 232, o que representa 27% das exportações brasileiras para os EUA, conforme especialistas.

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Imagem: redir.folha.com.br

Após o revés judicial, Trump classificou o veredicto como “desgraça” e prometeu nova rodada de tarifas de 10% por meio da Seção 122, instrumento que permite impor impostos de importação por até 150 dias.

Alckmin reiterou que o governo pretende “avançar ainda mais” na agenda com os norte-americanos, incluindo pautas não tarifárias, para ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.

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