Sindicato pressiona The New York Times sobre trabalho híbrido e inclusão de cargos na convenção coletiva

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NOVA IORQUE, 7 de fevereiro de 2024 – O NewsGuild of New York voltou a confrontar a direção do The New York Times durante rodada de negociação realizada na terça-feira (6). O sindicato acusa a empresa de manter um “sistema de duas categorias” ao excluir determinados cargos da representação sindical e de propor o fim das garantias de trabalho híbrido a partir de 1.º de março de 2027.

Trabalho presencial obrigatório em 2027

Segundo comunicado interno enviado pelo Comitê de Negociação do Times Guild aos funcionários, a companhia apresentou nova proposta que eliminaria, nessa data, a cláusula que assegura três semanas anuais de trabalho remoto. Com isso, a redação poderia ser convocada a trabalhar presencialmente cinco dias por semana. O comitê afirmou que, ao ser questionada sobre dados que comprovem ganhos de qualidade com mais dias no escritório, a administração não respondeu.

Inclusão de mais de 50 profissionais

O sindicato solicitou o reconhecimento de mais de 50 colegas como parte da unidade de negociação, incluindo engenheiros de áudio, editores de palavras cruzadas, especialistas em SEO, chefes de sucursais e integrantes da equipe de Desenvolvimento e Suporte da Redação. Para esses profissionais, o Guild reivindica os mesmos benefícios previstos em contrato coletivo, como reajustes anuais, proteção contra demissão sem justa causa, pagamento ou compensação de horas extras e pisos salariais.

Notificação prévia e arbitragem

A proposta sindical exige que o Times informe, com 30 dias de antecedência, sempre que criar um novo cargo, detalhando funções, classificação e data de início, independentemente de estar ou não sob a jurisdição do Guild. Divergências sobre a inclusão de postos deverão ser encaminhadas a um painel de arbitragem em regime acelerado.

Pontos de conflito

O Guild relatou também ter solicitado dados sobre o uso de controle de crachá para fiscalizar presença, aplicações de inteligência artificial e a exclusão do site esportivo The Athletic do acordo coletivo. A empresa, segundo o sindicato, qualificou os pedidos como “amplos demais” e “não relevantes”.

Quanto ao financiamento do fundo de saúde dos empregados, a empresa apresentou ajuste de proposta, refutando que o novo modelo possa “falir o fundo”, mas manteve a intenção de dividir custos com os trabalhadores.

Sindicato pressiona The New York Times sobre trabalho híbrido e inclusão de cargos na convenção coletiva - Imagem do artigo original

Imagem: Brian Flood FOXBusiness via foxbusiness.com

No tema avaliação de desempenho, a direção rejeitou isentar de pontuação funcionários que tiram determinados períodos de licença, divulgar quem participa do processo avaliativo e alterar o calendário da revisão para cobrir um ano completo.

O impasse envolvendo The Athletic

Em notas internas encaminhadas aos integrantes do Guild, os editores-executivos Marc Lacey e Carolyn Ryan classificaram as conversas como “produtivas”, mas disseram temer que a insistência em incluir The Athletic – adquirido pelo Times e com administração própria – atrase um acordo que beneficiaria cerca de 1.500 empregados já representados. A empresa afirma aceitar a sindicalização dos profissionais do site esportivo, desde que em unidade separada. O publisher do Athletic, David Perpich, apoiou essa configuração.

Próximos passos

A próxima sessão de negociação está marcada para 18 de fevereiro. O contrato atual expira no fim deste mês.

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