Líderes sindicais que representam agentes da Administração de Segurança no Transporte (TSA) em Atlanta pediram nesta segunda-feira que o Congresso encerre a paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna (DHS), que já ultrapassa 30 dias. Segundo o grupo, a ausência de salários tem provocado forte impacto financeiro sobre servidores que continuam trabalhando sem remuneração.
A solicitação foi feita por Aaron Barker, presidente do sindicato AMG Local 554, durante coletiva no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson. Ele relatou que os funcionários estão “financeiramente exaustos” após perderem o primeiro contracheque integral.
“Diferentemente de outras agências federais, como ICE e CBP, os empregados da TSA seguem de serviço sem receber”, afirmou Barker. “Muitos encaram ordens de despejo, retomada de veículos, geladeiras vazias e contas bancárias negativas.”
De acordo com o dirigente, todas as alternativas financeiras já foram esgotadas, mas os agentes continuam comparecendo aos postos para garantir a segurança dos passageiros, sob risco de sanções disciplinares caso faltem.
O secretário de Transportes, Sean Duffy, informou no domingo que cerca de 300 agentes da TSA pediram demissão desde o início da paralisação, e as ausências dobraram no período. Duffy atribuiu o impasse aos democratas, que discordam de reformas propostas para o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE).
Republicanos insistem em aprovar um orçamento que financie integralmente o DHS, enquanto democratas aceitam custear divisões como a TSA, mas não o ICE nem a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) sem um acordo mais amplo sobre imigração.
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Segundo Barker, alguns servidores não conseguem arcar nem com coparticipações de tratamentos contra o câncer ou consultas médicas de seus filhos. Ele classificou a exigência de trabalho sem pagamento como inconstitucional e alertou que danos ao crédito, prestações em atraso e perda de moradia persistirão mesmo após o retorno das atividades.
Um porta-voz do DHS declarou à FOX Business que 100 000 empregados da pasta deixaram de receber o primeiro salário completo, acumulando cerca de US$ 1 bilhão em vencimentos não pagos por mês. A fonte ressaltou que os viajantes já enfrentam filas de horas em aeroportos e que a situação deverá piorar se a paralisação continuar.
Barker criticou o uso de serviços essenciais como moeda de troca política, lembrando que parlamentares seguem recebendo seus vencimentos. Muitos agentes, disse ele, recorrem a trabalhos extras, como dirigir para aplicativos de transporte, para complementar a renda. “Os profissionais estão revoltados em todo o país e querem retomar alguma normalidade em suas vidas”, concluiu.