O fundo imobiliário Suno Energias Limpas (SNEL11) passou a ocupar a primeira posição entre os FIIs dedicados a energia renovável na B3 depois de arrecadar R$ 622 milhões em sua mais recente emissão de cotas.
De acordo com fato relevante, o montante foi obtido com a venda de 72,3 milhões de cotas a R$ 8,60 cada. Com a operação, o valor de mercado do SNEL11 alcançou aproximadamente R$ 950 milhões.
O capital captado será utilizado na compra de cerca de 110 MWp em usinas fotovoltaicas enquadradas no modelo de Geração Distribuída (GD). Segundo a gestora, os ativos estão distribuídos em oito estados e no Distrito Federal, incluindo novas praças como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Paraná.
Mais de 85% dos projetos mapeados já se encontram em operação; os demais contam com Renda Mínima Garantida (RMG), mecanismo que assegura fluxo de caixa desde o início.
Para Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset, o crescimento do fundo reflete o avanço da consolidação e da profissionalização no mercado de energia limpa. O executivo afirma que o SNEL11 busca combinar escala, previsibilidade de receita e diversificação do portfólio, aproveitando o crescimento estrutural da geração distribuída no país.
Imagem: Seu Dinheiro via moneytimes.com.br
A emissão seguiu a tendência de pagamento em cotas, prática que facilita a aquisição de ativos mesmo em um cenário de juros elevados. Nessa estrutura, o vendedor da usina recebe parte do valor em dinheiro e a outra parte em cotas do próprio fundo, ou utiliza créditos existentes na oferta.
De acordo com Duarte, as usinas estão sendo adquiridas por preços inferiores aos observados no mercado secundário, o que possibilita expansão sem diluição dos cotistas. A Suno Asset projeta taxa interna de retorno real acima de dois dígitos, alinhada à meta de 14% ao ano, mais a inflação do setor energético.
O modelo, segundo a gestora, reduz riscos de performance e elimina o período de implantação conhecido como “curva J”, garantindo geração de receita desde o primeiro dia. A estratégia também se mostra eficiente em operações que envolvem múltiplos vendedores, como pessoas físicas, companhias operacionais e holdings familiares.