Spirit Airlines entrou com novo pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, o segundo em um intervalo inferior a 12 meses, informou a companhia nesta sexta-feira (21). O processo foi protocolado voluntariamente sob o Capítulo 11 no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York.
Em carta aberta aos clientes, o presidente e diretor-executivo, Dave Davis, afirmou que a medida busca “garantir o sucesso de longo prazo da empresa” e permitir que a aérea “continue atendendo seus passageiros por muitos anos”. Segundo Davis, ferramentas semelhantes já foram utilizadas por “praticamente todas as grandes companhias aéreas” do país para reforçar suas operações.
A transportadora de baixo custo já havia recorrido ao Capítulo 11 em novembro do ano passado, após fracassarem tentativas de fusão com a Frontier Airlines e a JetBlue Airways. Desde então, a empresa enfrenta dificuldades para competir com rivais que oferecem mais serviços e voam para um número maior de destinos.
No documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), a Spirit relatou “condições de mercado adversas”, incluindo a continuidade da fraca demanda por viagens domésticas de lazer no segundo trimestre de 2025, o que pressiona tarifas e margens.
A companhia garantiu que manterá todos os voos programados durante o processo de reestruturação. Bilhetes, créditos e pontos de programas de fidelidade permanecem válidos. “Nossos funcionários seguem focados em oferecer uma viagem segura, com excelente serviço e uma experiência aprimorada”, destacou o executivo.
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De acordo com reportagem do Wall Street Journal, a Spirit estuda vender parte de sua frota e reduzir a quantidade de rotas para reforçar o caixa. A empresa já havia anunciado, ainda este mês, que o processo anterior de reestruturação – voltado principalmente para diminuir dívida e captar capital – mostrou ser insuficiente e que outras medidas seriam necessárias.
A Spirit Airlines é classificada como ultra low-cost e, nos últimos anos, tentou reposicionar sua marca com oferta de serviços considerados mais premium, mas o esforço esbarrou em cortes de orçamento e na menor procura causada pela incerteza econômica.