Atletas que entrarão em campo no Super Bowl LX, marcado para 8 de fevereiro no Levi’s Stadium, em Santa Clara (Califórnia), terão de arcar com uma pesada cobrança tributária conhecida como “jock tax”.
No futebol americano profissional, esse imposto é aplicado pelos estados a jogadores que atuam ou treinam em seu território, ainda que o atleta resida em outra localidade. A Califórnia é um dos estados que impõem a taxa, incidindo sobre a remuneração referente a cada dia de trabalho — incluindo partidas, treinos, reuniões de equipe, viagens e até compromissos de mídia relacionados ao evento.
Pelo acordo coletivo da NFL, cada atleta da equipe campeã do Super Bowl recebe bônus de US$ 178 mil. Já os jogadores do time derrotado ganham US$ 103 mil.
Segundo o pesquisador econômico Jeffrey Degner, do American Institute for Economic Research, após a incidência da “jock tax” californiana, além de tributos federais e de outros estados, o valor efetivamente embolsado será bem menor:
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A maioria dos estados utiliza o critério de “dias de serviço” (duty days) para calcular o imposto. O total anual de rendimento do atleta é multiplicado pela fração de dias trabalhados em cada jurisdição para definir o valor devido. Cidades também podem adotar o tributo, o que amplia a complexidade da declaração de impostos dos jogadores.
Degner destaca que um atleta da NFL pode ter de preencher declarações fiscais em mais de dez estados ao longo de uma temporada, razão pela qual equipes indicam assessores financeiros especializados aos novatos.