Taxas de condomínio disparam até 100% em um ano; Curitiba lidera altas entre capitais

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Os gastos com condomínio continuaram em trajetória de forte alta em 2025. Levantamento da Loft, que analisou 280 mil anúncios residenciais nas 50 maiores cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mostra que a variação média nas capitais alcançou 25% em Curitiba, a maior entre os grandes centros urbanos. Em quatro bairros do país, o valor do boleto mensal dobrou entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

Principais variações por cidade

Curitiba encabeçou o ranking, com avanço médio de 25% nas taxas condominiais, seguida por São Paulo (22%) e Belo Horizonte (17%). As menores oscilações ocorreram em Florianópolis (8%) e Goiânia (10%). Seguem os dados completos:

  • Belo Horizonte: R$ 752; alta de 17%
  • Brasília: R$ 466; alta de 16%
  • Curitiba: R$ 587; alta de 25%
  • Florianópolis: R$ 754; alta de 8%
  • Goiânia: R$ 617; alta de 10%
  • Porto Alegre: R$ 509; alta de 16%
  • Rio de Janeiro: R$ 948; alta de 13%
  • São Paulo: R$ 928; alta de 22%

Bairros onde o condomínio dobrou

Penha e Vila Formosa, na capital paulista; Uberaba, em Curitiba; e Santa Amélia, em Belo Horizonte, registraram salto de 100% no período analisado. Confira os maiores aumentos:

  • Penha (São Paulo): R$ 300; +100%
  • Uberaba (Curitiba): R$ 300; +100%
  • Santa Amélia (Belo Horizonte): R$ 200; +100%
  • Vila Formosa (São Paulo): R$ 880; +100%
  • Tucuruvi (São Paulo): R$ 390; +95%
  • Ouro Verde (Campinas): R$ 345; +92%
  • Vila Curuçá (São Paulo): R$ 340; +89%
  • Pimentas (Guarulhos): R$ 240; +85%

São Paulo concentra nove dos 20 bairros com maiores reajustes, enquanto Belo Horizonte e o Distrito Federal aparecem com dois bairros cada.

Taxas mais caras do país

Os bairros de alto padrão de Rio de Janeiro e São Paulo seguem liderando o topo da pirâmide de custos. Entre os 20 condomínios mais onerosos, 11 estão na capital paulista e seis no Rio. O Jardim Europa (SP) permanece com a maior cobrança do país:

  • Jardim Europa (SP): R$ 3,5 mil; +52%
  • Higienópolis (SP): R$ 2,6 mil; +22%
  • Jardim América (SP): R$ 2,5 mil; +7%
  • Morumbi (SP): R$ 2,5 mil; +51%
  • Belvedere (BH): R$ 2,3 mil; +28%
  • Riviera de São Lourenço (Bertioga): R$ 2,2 mil; +20%
  • Vila Nova Conceição (SP): R$ 2,2 mil; +14%
  • Itaim Bibi (SP): R$ 2,2 mil; +10%
  • Ipanema (Rio): R$ 2,2 mil; +26%
  • Lagoa (Rio): R$ 2,1 mil; +7%

Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, variações expressivas tendem a ocorrer em regiões onde o valor absoluto do condomínio ainda é baixo. Ele explica que a entrada de empreendimentos mais novos ou de condomínios-clube nesses mercados pode elevar a média rapidamente. Já em áreas de alto padrão, os preços refletem a oferta de lazer, segurança e serviços.

O estudo considerou apenas bairros com pelo menos 100 anúncios ativos em janeiro de 2026.

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