A crescente tensão militar entre Estados Unidos e Irã provocou forte aversão ao risco nos mercados globais e levou o Ibovespa a recuar quase 5% nesta terça-feira (3). Apesar da queda acentuada, o chamado circuit breaker – mecanismo que interrompe temporariamente as negociações na B3 – não foi disparado.
O dispositivo atua como um “disjuntor” para conter movimentos de pânico. Ele é acionado em três níveis:
• 10% de queda: negociações paralisadas por 30 minutos.
• 15% de queda: caso o índice volte a ceder após a reabertura, nova suspensão por mais 30 minutos.
• 20% de queda: a parada pode ser estendida por tempo determinado pela própria B3.
O objetivo é dar aos investidores tempo para reavaliar posições diante de notícias inesperadas, como conflitos armados, choques econômicos ou crises políticas, reduzindo movimentos de venda em massa.
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O mecanismo entrou em ação diversas vezes em março de 2020, no auge da incerteza causada pela pandemia de covid-19, e em maio de 2017, no episódio conhecido como “Joesley Day”, que abalou o governo Michel Temer.
Mesmo com a volatilidade nos preços do petróleo e do dólar, a baixa de quase 5% registrada hoje não alcançou o patamar mínimo de 10% exigido para a primeira paralisação. Assim, o pregão seguiu normalmente, ainda que em clima de cautela.