São Francisco, EUA – O Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia (DMV) informou nesta terça-feira que a Tesla deixou de usar a expressão “autopilot” em materiais promocionais, cumprindo ordem estatal e escapando de uma suspensão de 30 dias das licenças de fabricante e concessionária no estado.
Em dezembro de 2025, o DMV concluiu que a montadora violava a legislação californiana ao divulgar seus carros elétricos com os termos “autopilot” e “full self-driving”, sugerindo capacidade de condução autônoma completa. A agência apontou que, à época dos anúncios, e ainda hoje, os veículos não operam de forma totalmente autônoma.
Segundo o órgão regulador, a empresa de Elon Musk adotou “ações corretivas”, eliminou o uso de “autopilot” e passou a deixar claro que o recurso “full self-driving” exige supervisão constante do motorista.
O caso começou em novembro de 2023, quando o DMV apresentou acusações formais contra as licenças de fabricante e revendedora da Tesla. Em audiência realizada no ano passado, um juiz administrativo recomendou a suspensão das licenças, afirmando que o termo “autopilot” infringia as regras de proteção ao consumidor.
A decisão provisória deu à Tesla 60 dias para ajustar sua comunicação. Ao atender à exigência dentro do prazo, a montadora manteve suas operações no maior mercado estadual da companhia nos Estados Unidos.
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De acordo com o site da empresa, o “autopilot” ajusta a velocidade ao fluxo de tráfego e auxilia na direção dentro da faixa. Já o “full self-driving (supervision)” reconhece placas de pare e semáforos, podendo reduzir a velocidade e parar o veículo, mas sempre sob monitoramento humano.
Procurada pela imprensa, a Tesla não comentou o caso.