A emissora da stablecoin USDT, Tether, voltou atrás no plano de congelar contratos inteligentes em cinco blockchains e informou que os tokens continuarão transferíveis nessas redes, embora deixem de ser emitidos ou resgatados diretamente.
A mudança, anunciada nesta sexta-feira (data não especificada), afeta os usuários das seguintes redes: Omni Layer, Bitcoin Cash SLP, Kusama, EOS e Algorand. Segundo a companhia, a revisão ocorreu após receber feedback das comunidades que utilizam essas cadeias.
• Os contratos inteligentes não serão congelados; transferências de USDT seguem funcionando.
• Emissão e resgate diretos de novos tokens nesses cinco ambientes estão oficialmente encerrados.
• A Tether havia planejado interromper o suporte em 1.º de setembro, mas optou pela medida revisada para não impactar usuários que ainda operam nessas redes.
De acordo com a Tether, a decisão reforça a estratégia de concentrar esforços em ecossistemas com maior atividade de desenvolvedores, escalabilidade e demanda de usuários. Atualmente, Tron e Ethereum lideram a adoção de USDT, com US$ 80,9 bilhões e US$ 72,4 bilhões em circulação, respectivamente. A BNB Chain aparece em terceiro, com US$ 6,78 bilhões, segundo dados da DeFiLlama.
Entre as redes que perderam suporte oficial, a Omni Layer é a mais impactada, com US$ 82,9 milhões em USDT circulando. A EOS detém cerca de US$ 4,2 milhões, enquanto Bitcoin Cash SLP, Algorand e Kusama somam menos de US$ 1 milhão cada.
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A retirada gradual de suporte já estava em curso há dois anos. Em agosto de 2023, a Tether anunciou que deixaria de emitir USDT em Omni Layer, Kusama e Bitcoin Cash SLP. Em junho de 2024, a empresa interrompeu a cunhagem em EOS e Algorand.
O valor de mercado total de stablecoins é de US$ 285,9 bilhões, com a USDT liderando em US$ 167,4 bilhões, seguida pela USDC com US$ 71,5 bilhões, de acordo com o CoinGecko.
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