Os títulos públicos prefixados com vencimento superior a 12 meses registraram o melhor desempenho da renda fixa em janeiro, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O IRF-M 1+, índice que acompanha esses papéis, subiu 2,28% no período, quase o dobro da variação de 1,22% do CDI.
De acordo com Marcelo Cidade, economista da Anbima, a valorização reflete a expectativa de início do ciclo de redução da taxa Selic, o que torna o prêmio atual desses títulos mais atraente para os investidores.
Entre os prefixados de prazo mais curto, o IRF-M 1 – que reúne vencimentos inferiores a um ano – avançou 1,20%, praticamente em linha com o CDI.
No grupo de papéis atrelados à inflação, o IMA-B 5 (vencimentos de até cinco anos) teve alta de 1,20%, enquanto o IMA-B 5+ (prazo acima de cinco anos) cresceu 0,8%.
As Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), acompanhadas pelo IMA-S, renderam 1,18%, ligeiramente abaixo do CDI.
Considerando todos os tipos de títulos públicos, o IMA geral registrou retorno médio de 1,31% em janeiro, superando o CDI no mesmo intervalo.
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No segmento corporativo, o maior avanço veio das debêntures incentivadas indexadas ao IPCA. O IDA IPCA Infraestrutura subiu 3,11% no mês. Já o IDA IPCA Ex-infraestrutura, que reúne papéis sem benefício fiscal, cresceu 1,48%.
Os títulos ligados à taxa DI, monitorados pelo IDA-DI, apresentaram ganho de 1,36%.
No consolidado de todas as debêntures, o IDA marcou retorno médio de 2,16% em janeiro.