O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (14) que diversas nações pretendem deslocar navios de guerra ao estreito de Hormuz para garantir a navegação na região.
Em postagem na plataforma Truth Social, Trump mencionou “muitos países, especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Hormuz”, e citou China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e “outros” como prováveis participantes da operação conjunta com os Estados Unidos. Ele não detalhou quais governos já teriam confirmado o envio de embarcações.
Na mesma mensagem, Trump afirmou que as forças norte-americanas “bombardearão pesadamente a costa e continuarão a abater barcos e navios iranianos” enquanto a rota marítima permanecer ameaçada. A Casa Branca não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre eventuais adesões estrangeiras.
O risco de bloqueio do estreito – por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo – elevou os temores de interrupção prolongada no abastecimento global. Na sexta-feira (13), o barril do Brent chegou a recuar para US$ 97,72 pela manhã, mas encerrou o dia a US$ 103,82, alta de 3,3%. O WTI, referência nos EUA, fechou cotado a US$ 98,71, avanço de 3,1%.
Para mitigar a pressão sobre os preços, a Agência Internacional de Energia aprovou a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, operação sem precedentes entre os 32 países membros, incluindo os Estados Unidos.
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Na quinta-feira, Teerã prometeu intensificar ataques a instalações petrolíferas no Oriente Médio e manter o bloqueio do estreito. Relatos apontam ofensivas contra alvos no distrito financeiro de Dubai e contra portos de Omã, além de ataques a petroleiros no golfo Pérsico.
Com a produção reduzida nos países do Golfo e navios-petroleiros retidos, as cotações do petróleo subiram entre 40% e 50% desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. Segundo a AIE, cerca de 10 milhões de barris diários deixaram de ser produzidos desde o início do conflito, quadro que ameaça o crescimento econômico mundial e pressiona a inflação.
A agência advertiu para a possibilidade de “maior interrupção de abastecimento” já registrada no setor caso os confrontos persistam.