Trump proíbe recompra de ações por empresas de defesa até que produção melhore

Dificuldades e desafios23 horas atrás14 Visualizações

Washington, 2 de janeiro – O presidente Donald Trump assinou nesta quarta-feira uma ordem executiva que impede empresas do setor de defesa de recomprar ações ou pagar dividendos enquanto não melhorarem o desempenho na produção e na entrega de armamentos.

Segundo o documento, a restrição é válida “de imediato” e só será suspensa quando as companhias demonstrarem capacidade de fornecer “um produto superior, dentro do prazo e do orçamento”.

Críticas a custos e atrasos

Trump e o Pentágono vêm criticando o que classificam como altos custos e ritmo lento de fabricação. A ordem afirma que, após “anos de prioridades equivocadas”, os principais fornecedores passaram a privilegiar retornos aos acionistas em detrimento das necessidades dos militares.

O texto também destaca a urgência de acelerar a produção: “Embora os Estados Unidos fabriquem o melhor equipamento militar do mundo, não produzimos o suficiente, nem rápido o bastante, para atender às demandas das Forças Armadas e de parceiros internacionais”.

Postagem nas redes sociais

Horas antes da assinatura, Trump escreveu na rede Truth Social que o Departamento de Guerra identificou a Raytheon, braço da RTX, como “a menos responsiva” às necessidades da pasta.

Efeito nas ações

As declarações do presidente derrubaram papéis do setor em Nova York. Lockheed Martin recuou 4,8%, Northrop Grumman caiu 5,5% e General Dynamics perdeu 3,6% no pregão da tarde. As ações da RTX desceram 2% antes de se recuperarem e avançarem 2,5% no after-hours.

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Imagem: Landon Mion FOXBusiness via foxbusiness.com

Metas e sanções

A ordem determina que, em até 30 dias, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, identifique contratos com baixo desempenho cujas empresas realizaram recompras de ações. As companhias serão notificadas e deverão apresentar, em 15 dias, um plano de correção.

Caso o plano seja considerado insuficiente, o Pentágono poderá adotar medidas de cumprimento, inclusive sanções. Em até dois meses, todos os novos contratos de defesa deverão conter cláusulas que proíbam recompras enquanto houver inadimplência contratual.

O texto também estabelece que a remuneração variável de executivos deixe de se basear em métricas financeiras de curto prazo — como fluxo de caixa livre ou lucro por ação decorrente de recompras — e passe a ser vinculada à pontualidade na entrega.

Por fim, a ordem instrui a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) a avaliar normas que viabilizem as novas restrições.

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