O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe nesta sexta-feira, na Casa Branca, representantes de grandes companhias de petróleo para tratar de futuros investimentos na infraestrutura venezuelana, logo após a operação militar que levou à prisão do ex-líder Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Segundo a porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, o encontro tem como objetivo detalhar “oportunidades de investimento que vão restaurar a infraestrutura petrolífera da Venezuela”. De acordo com Rogers, “o povo americano, as empresas de energia e o povo venezuelano se beneficiarão amplamente desses investimentos sem precedentes”.
A lista de convidados inclui executivos de Chevron, Exxon, ConocoPhillips, Continental, Halliburton, HKN, Valero, Marathon, Shell, Trafigura, Vitol Americas, Repsol, Eni, Aspect Holdings, Tallgrass, Raisa Energy e Hilcorp.
Trump estará acompanhado do secretário de Estado, Marco Rubio; do secretário de Energia, Chris Wright; e do secretário do Interior, Doug Burgum.
No sábado, Trump anunciou uma ofensiva militar bem-sucedida que resultou na captura de Maduro e de Cilia Flores, sem baixas entre militares norte-americanos. O casal foi transferido para Nova York, onde, na segunda-feira, declarou-se inocente das acusações de narcotráfico durante audiência de instrução. Ambos permanecem detidos no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn.
Logo após a operação, o presidente afirmou que os Estados Unidos passarão a “administrar” a Venezuela, sem detalhar o formato dessa gestão. Em publicação nas redes sociais, na terça-feira, Trump informou que entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade começarão a ser enviados imediatamente aos Estados Unidos. Ele destacou que a commodity será vendida a preço de mercado, sob controle direto da Presidência, para “garantir que os recursos beneficiem os povos da Venezuela e dos Estados Unidos”.
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Trump encarregou o secretário de Energia, Chris Wright, de executar o plano, que prevê o transporte do petróleo em navios-tanque até terminais de desembarque em território americano. O presidente também disse que a Venezuela comprará exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos com a receita gerada pelo petróleo.
Em entrevista ao The New York Times, na quarta-feira, Trump afirmou esperar que os Estados Unidos administrem a produção venezuelana por anos. Atualmente, a Chevron é a única empresa norte-americana com operações ativas no país. ConocoPhillips e ExxonMobil atuaram na Venezuela até a nacionalização de seus ativos pelo antigo regime.
Durante a reunião desta sexta-feira, executivos e autoridades deverão discutir os passos necessários para ampliar rapidamente a produção de petróleo venezuelano e definir modelos de investimento na recuperação dos campos e instalações do país.