Trump se reúne com lideranças do setor de petróleo após prisão de Nicolás Maduro, relata Larry Kudlow

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Washington (EUA) – O apresentador da Fox Business Larry Kudlow afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se nesta terça-feira com executivos das principais companhias petrolíferas do país para discutir o futuro da produção venezuelana de petróleo, agora sob controle norte-americano, segundo sua versão dos fatos.

De acordo com Kudlow, o encontro na Casa Branca é mais um passo do governo após a operação militar do fim de semana que retirou Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, do poder em Caracas. O casal, ainda segundo o comentarista, foi transferido para um presídio no Brooklyn, em Nova York.

Comércio de petróleo sob mediação dos EUA

Kudlow relatou que, durante a reunião, Trump declarou que Rússia e China poderão continuar comprando petróleo da Venezuela, mas terão de fazê-lo por meio dos Estados Unidos e a preços de mercado, em vez dos descontos anteriormente oferecidos por Caracas.

O comentarista afirmou que “cada gota” de petróleo venezuelano passou a ser controlada por Washington. Navios-tanque russos estariam sendo interceptados nas proximidades da costa venezuelana, acrescentou. A primeira parcela de exportação, estimada em 30 milhões de barris, poderia ser elevada para 50 milhões e depois 100 milhões de barris, com as receitas depositadas em um fundo administrado pela Casa Branca. A distribuição desses recursos ficaria a cargo de Trump, do secretário de Estado Marco Rubio e de outros integrantes do governo, conforme disse Kudlow.

Compras direcionadas a produtos norte-americanos

A Venezuela, segundo o apresentador, passará a adquirir apenas produtos fabricados nos Estados Unidos, entre eles alimentos, medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos para o setor elétrico.

Cenário político em Caracas

Kudlow mencionou que Delcy Rodríguez exerce o cargo de presidente interina e que seu irmão, Jorge Rodríguez, segue à frente da Assembleia Nacional. Os dois, descritos como “chavistas linha-dura”, estariam colaborando com a transição, embora o setor petrolífero ainda veja incertezas quanto à estabilidade do novo governo.

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Imagem: Larry Kudlow FOXBusiness via foxbusiness.com

Planos para a produção

Executivos ouvidos pelo comentarista avaliam que a Chevron, principal empresa norte-americana com operações na Venezuela, poderia elevar sua produção dos atuais 50 mil para 200 mil barris por dia. A produção total do país, estimada em 800 mil barris diários, poderia chegar a 1 milhão, projeta Kudlow. Segundo ele, as companhias afirmam que conseguem operar com lucro a um preço de US$ 50 por barril, meta indicada por Trump.

Objetivos estratégicos citados

O apresentador declarou ainda que a iniciativa do governo norte-americano visa reduzir a influência de Rússia e China na América Latina, sufocar economicamente Cuba e, eventualmente, enfraquecer o regime iraniano em meio a protestos em Teerã.

Trump, conforme relato de Kudlow, teria afirmado que qualquer transição para a democracia venezuelana deve ser “estável, apropriada e judiciosa”.

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