Bruxelas – O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, afirmou neste sábado, 17 de janeiro de 2026, que a União Europeia adotará uma postura “muito firme” diante das tarifas adicionais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra oito países do bloco.
Trump decidiu impor as cobranças após desentendimentos com aliados sobre o apoio à reivindicação norte-americana na Groenlândia. Segundo Costa, o tema está sendo debatido conjuntamente entre os Estados-membros.
“A UE será sempre firme na defesa do direito internacional, especialmente no que diz respeito aos territórios de seus membros”, declarou o dirigente europeu a jornalistas, logo após a assinatura do acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul, realizada em Bruxelas.
Costa citou a reação europeia à invasão da Ucrânia pela Rússia e o posicionamento diante da crise venezuelana como exemplos de resposta em defesa da integridade territorial de nações soberanas. “Se a Rússia invade a Ucrânia, temos que reagir para proteger a soberania ucraniana”, reforçou.
No mesmo evento, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, salientou que projeções do bloco indicam expansão de até 9 bilhões de euros nas exportações do Mercosul para a União Europeia até 2040.
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Ao lado de Von der Leyen e do presidente do Paraguai, Santiago Peña, Costa destacou que o tratado comercial envia “uma mensagem clara de menos conflito e mais cooperação” em cenário global.
A UE segue discutindo os detalhes de sua resposta às tarifas norte-americanas, enquanto reforça o compromisso com o multilateralismo e o respeito às normas internacionais.