USDA eleva produção dos EUA e amplia pressão sobre a soja; mercado pode testar US$ 10 por bushel

Ações6 horas atrás9 Visualizações

São Paulo, 14 de janeiro de 2026 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a estimativa de produção de soja do país na temporada 2025/2026, de 115,7 milhões para 116 milhões de toneladas, contrariando a expectativa predominante de corte.

Além do aumento na colheita, o órgão ajustou a produtividade média e projetou estoques finais em 9,5 milhões de toneladas, volume 20,7% superior ao relatório anterior e acima das previsões do mercado.

Cenário de oferta farta

Para Luiz Roque, coordenador de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o relatório intensifica o viés baixista ao se somar à projeção de safra recorde de 178 milhões de toneladas no Brasil em 2025/2026. “No curto prazo, as cotações em Chicago podem testar a faixa de US$ 10 por bushel”, afirmou.

China no centro das atenções

O volume que a China comprará de Estados Unidos e Brasil segue como principal incerteza. Discutem-se aquisições anuais de cerca de 25 milhões de toneladas da soja norte-americana, abaixo do pico histórico de 36 milhões de toneladas. Mesmo com possível acordo entre Washington e Pequim, o Brasil deve permanecer como maior fornecedor ao gigante asiático.

Fatores de demanda

Uma eventual elevação da mistura de biocombustíveis nos EUA, prevista para o primeiro trimestre, poderia sustentar a demanda. Já a definição da área de plantio norte-americana ainda depende da relação de preços com o milho; por enquanto, a tendência é de ligeiro aumento, o que reforçaria a pressão nos preços.

USDA eleva produção dos EUA e amplia pressão sobre a soja; mercado pode testar US$ 10 por bushel - Imagem do artigo original

Imagem: Pasquale Augusto via moneytimes.com.br

Brasil: biodiesel e câmbio

No mercado interno, a Hedgepoint não projeta avanço da mistura de biodiesel de B15 para B16 em 2026 devido ao calendário eleitoral. Câmbio e cenário político devem manter a volatilidade, exigindo estratégias de proteção de preço. Historicamente, produtores que vendem no primeiro semestre enfrentam cotações mais baixas, lembra Roque.

Com oferta global elevada, incertezas sobre a demanda chinesa e possíveis ajustes na política de biocombustíveis, analistas preveem um ano desafiador para a rentabilidade do sojicultor, reforçando a importância de ferramentas de hedge.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...

Todos os campos são obrigatórios.