A plataforma de venda de ingressos SeatGeek enfrenta críticas após publicar, em 18 de março, uma vaga para engenheiro(a) de analytics que inclui salário entre US$ 121 mil e US$ 175 mil por ano e um subsídio de até US$ 25 mil para “cuidados de afirmação de gênero”.
O anúncio detalha diversos incentivos: assinaturas de saúde mental, folgas ilimitadas (PTO), quatro meses de licença familiar totalmente remunerada, possibilidade de trabalho remoto ou presencial, verba para montar escritório em casa e programa de correspondência para pagamento de empréstimos estudantis.
O formulário inclui um bloco intitulado “Perguntas Demográficas Voluntárias”, no qual o(a) candidato(a) pode identificar seu gênero como “masculino, feminino, não binário, terceiro gênero, prefiro não dizer ou autodescrever”. Também é possível apontar se a pessoa se considera parte da comunidade LGBTQ+.
Usuários em plataformas como X (antigo Twitter) questionaram a pertinência das perguntas demográficas e sugeriram boicote ao serviço. Alguns criticaram a possibilidade de o subsídio de US$ 25 mil ser usado para cirurgias eletivas não relacionadas à transição, enquanto outros ironizaram dizendo que deveriam poder aplicar o valor em procedimentos estéticos ou viagens pessoais.
Imagem: Alexandra Koch FOXBusiness via foxbusiness.com
O salário elevado e os benefícios reabriram o debate sobre o custo dos ingressos vendidos pela SeatGeek. Comentários afirmam que a empresa só consegue bancar pacotes tão robustos porque repassa valores inflacionados aos consumidores, levantando acusações de prática de preços abusivos.
Em nota enviada a internautas, a SeatGeek informou que as perguntas demográficas são opcionais e servem para medir esforços de diversidade e inclusão, em conformidade com exigências de relatórios de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEO). A companhia não respondeu de imediato a outras solicitações de comentário sobre a polêmica.