O Bitcoin registrou novo recuo no fim de semana e voltou a operar abaixo de US$ 65 mil, movimento que reduziu seu valor de mercado para cerca de US$ 1,31 trilhão e alimentou apostas de queda ainda mais profunda na plataforma de previsões Polymarket.
Na segunda-feira, 8 de julho, a probabilidade de o Bitcoin (BTC) romper o suporte de US$ 55 mil atingiu 72% no Polymarket, com volume negociado de US$ 1,2 bilhão. Outros mercados na mesma plataforma indicam 67% de chance de o preço cair abaixo de US$ 50 mil e 47% de chance de descer além de US$ 45 mil, com volumes de US$ 170 mil e US$ 1,4 bilhão, respectivamente.
Segundo dados da TradingView, o BTC chegou a US$ 64.900 no domingo, 7 de julho, antes de se recuperar para cerca de US$ 65.900 na manhã de segunda-feira. A perda de valor fez a criptomoeda cair para a 15ª posição entre os maiores ativos globais, atrás do ETF Vanguard S&P 500 (VOO) e logo à frente da Berkshire Hathaway (BRK-B), de acordo com o 8marketcap.
No acumulado de 2024, a capitalização do Bitcoin recuou aproximadamente US$ 440 bilhões — cerca de 25% — após ter alcançado perto de US$ 90 mil por unidade no início do ano. O valor total do mercado cripto encolheu em ritmo semelhante, perdendo perto de US$ 760 bilhões (24,5%), segundo a CoinGecko.
Relatórios do banco Standard Chartered projetam que o BTC pode tocar US$ 50 mil antes de retomar a trajetória de alta rumo a US$ 100 mil. Já a plataforma on-chain CryptoQuant vê US$ 55 mil como possível piso definitivo, citando sinais de “estresse extremo de liquidez” no Tether (USDT) semelhantes aos observados no fundo de mercado de 2022.
Imagem: cointelegraph.com
A CryptoQuant também destacou, no sábado, 6 de julho, a queda dos fluxos de entrada de stablecoins nas corretoras: os aportes líquidos de USDT despencaram de US$ 616 milhões em novembro de 2025 para apenas US$ 27 milhões, indicando menor poder de compra marginal no setor.
Apesar do sentimento negativo de curto prazo, alguns analistas apontam que o Bitcoin continua subavaliado. O defensor da criptomoeda Pierre Rochard classificou o ativo, no domingo, como “o mais subprecificado do mundo”. Pesquisa recente da Coinbase reforça essa percepção: cerca de 70% dos investidores institucionais consultados consideram o BTC barato quando negociado entre US$ 85 mil e US$ 95 mil, sobretudo em comparação com metais preciosos e ações.
Nos últimos cinco anos, mesmo com a volatilidade, o preço do Bitcoin acumula valorização aproximada de 22%.