A comercialização direta de Diesel B pela Petrobras a grandes consumidores somou 7.276 metros cúbicos em janeiro de 2026, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume equivale a pouco mais de sete milhões de litros e representa aumento de 550% em relação ao total negociado no último trimestre de 2025, quando foram vendidos 1.104 metros cúbicos.
O avanço foi impulsionado, sobretudo, por Minas Gerais, onde a estatal fechou contrato de fornecimento com a Vale e movimentou 6.399 metros cúbicos no período.
Distribuidoras ouvidas pela reportagem demonstram insatisfação com o crescimento da modalidade. O argumento é que, ao realizar venda direta, a Petrobras não arca com os custos do RenovaBio — programa que obriga empresas do setor a adquirir Créditos de Descarbonização (CBIOs) proporcionais à sua participação no mercado de combustíveis fósseis. Para as distribuidoras, a isenção cria assimetria concorrencial.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) já solicitou à ANP a suspensão das vendas diretas ou a revisão das regras vigentes.
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Até o momento, a Petrobras não se pronunciou sobre a demanda das distribuidoras.
De acordo com a ANP, a companhia responde por pouco mais de 4% do mercado de Diesel B destinado a grandes consumidores.