De economia mais rica à mais pobre da América do Sul: os fatores que afundaram a Venezuela apesar das maiores reservas de petróleo do mundo

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No início do século XX, a Venezuela era vista como a economia mais próspera da América do Sul. A descoberta de grandes reservas de petróleo em 1922 — hoje estimadas em 303 bilhões de barris, o maior volume do planeta — reforçou a expectativa de prosperidade duradoura. Décadas depois, o país ocupa a última posição entre as economias sul-americanas. Entenda a trajetória.

Nacionalização em 1976

Em 1976, o governo venezuelano decidiu estatizar todas as companhias estrangeiras de petróleo. Os ativos passaram a fazer parte da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA). Apesar da mudança, a produção permaneceu elevada no curto prazo, o que evitou um colapso imediato.

Chegada de Hugo Chávez em 1998

Eleito em 1998, Hugo Chávez lançou no ano seguinte o “Plano Bolívar”, que previa projetos de combate à pobreza, construção de estradas, moradias e campanhas de vacinação. As ações marcaram o avanço de políticas de viés socialista.

Demissões em massa na PDVSA

Em 2002, o governo dispensou a cúpula da PDVSA e cerca de 18 mil trabalhadores, muitos com alta qualificação em extração de petróleo. Parte significativa desses profissionais deixou o país. Vagas estratégicas passaram a ser ocupadas por aliados políticos, comprometendo a gestão técnica da estatal.

Queda da produção

Sem reinvestimentos e com déficit de especialistas, a produção de petróleo despencou. Dados da Statbase.org mostram recuo para 1,1 milhão de barris por dia recentemente, ante 3,7 milhões em 1970.

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Imagem: Simon Constable FOXBusiness via foxbusiness.com

Maduro assume e a hiperinflação explode

Nicolás Maduro tornou-se presidente em 2013. Para manter programas sociais, o governo aumentou a emissão de moeda. O resultado foi hiperinflação, iniciada em 2016 e que atingiu 375.000% em 2019, segundo o Trading Economics.

Sanções e êxodo

Ao longo da última década, diversas sanções dos Estados Unidos restringiram operações financeiras com o governo venezuelano. Entre 2013 e o início de 2026, a crise estimulou a saída de venezuelanos: o número de cidadãos vivendo no exterior saltou de 700 mil em 2015 para aproximadamente 7,9 milhões no ano passado, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações.

Com a queda das receitas petrolíferas, a falta de diversificação econômica e a fuga de mão de obra qualificada, a Venezuela passou do topo ao fundo do ranking de economias sul-americanas, mesmo detendo as maiores reservas de petróleo do mundo.

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