Wall Street recua com petróleo acima de US$ 100 e S&P 500 renova mínima de 2026

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Os principais índices de ações dos Estados Unidos encerraram o pregão desta sexta-feira, 13 de março de 2026, em queda, pressionados pela nova alta do petróleo, que voltou a superar a marca de US$ 100 por barril.

Fechamento dos índices

Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos

S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos

Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos

O S&P 500 tocou o menor nível do ano durante a sessão e acumulou queda semanal de 1,6%, registrando a primeira sequência de três semanas seguidas de perdas em cerca de 12 meses. No mesmo período, o Dow Jones cedeu 2% e o Nasdaq recuou 1,3%.

Tensão geopolítica sustenta o petróleo

No 14º dia de conflito no Irã, não houve sinais de trégua. Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a decisão sobre encerrar a guerra cabe a ele e prometeu uma resposta “muito forte” na próxima semana. Washington concedeu isenção de 30 dias para que países possam comprar produtos petrolíferos russos atualmente no mar, na tentativa de conter a escalada dos preços de energia.

Mesmo assim, o contrato mais líquido do Brent para maio avançou 2,67% na ICE, em Londres, e fechou a US$ 103,14 por barril. Na semana, a valorização foi de 11,27%.

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Imagem: Anna Scabello via moneytimes.com.br

Indicadores econômicos em segundo plano

O índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,3% de dezembro para janeiro, ligeiramente abaixo da projeção de 0,4% compilada pela FactSet. O núcleo, que exclui alimentos e energia, teve alta mensal de 0,4%.

Na comparação anual, o PCE geral avançou 2,8%, enquanto o núcleo chegou a 3,1%, ambos acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.

Além disso, o Departamento de Trabalho informou aumento de 396 mil vagas em aberto em janeiro, totalizando 6,946 milhões. As contratações permaneceram fracas, sinalizando um mercado laboral estável.

Expectativas sobre juros

Após a divulgação dos dados de inflação e emprego, apostas monitoradas pela ferramenta FedWatch, do CME Group, passaram a indicar maior probabilidade de o Federal Reserve iniciar cortes de juros apenas em outubro. Antes, o mercado previa chances maiores de redução em dezembro.

O dia terminou com aversão ao risco predominando nos mercados, refletindo a combinação de incertezas geopolíticas e perspectiva de política monetária mais cautelosa nos Estados Unidos.

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