São Paulo – O fundo imobiliário XP Malls (XPML11) prossegue com a estratégia de adquirir ativos considerados de alta qualidade no segmento de shoppings, enquanto recicla parte do portfólio para gerar valor ao cotista.
De acordo com o gestor Felipe Teatini, o fundo tem priorizado aquisições estruturadas que mesclam “ativos troféu”, com maior relevância e geração de caixa, a empreendimentos em estágios distintos de maturação. O objetivo é garantir acesso a shoppings premium e, simultaneamente, criar potenciais fontes de ganho de capital no futuro.
Teatini reafirmou o compromisso com a previsibilidade no pagamento de dividendos. O XPML11 divulga um guidance semestral, atualizado a cada seis meses. Para o primeiro semestre de 2026, a faixa projetada está entre R$ 0,86 e R$ 0,92 por cota.
“Temos distribuído R$ 0,92 por cota e, considerando o volume de resultado acumulado não distribuído, não faz sentido reduzir essa distribuição ao longo deste ano”, declarou o gestor durante participação no programa Liga de FIIs.
Para sustentar a linearidade dos rendimentos, o XPML11 utiliza veículos não listados que concentram resultados acumulados. Segundo Teatini, esses fundos subsidiários armazenam um montante relevante de lucros, permitindo que a distribuição permaneça estável ao longo do tempo, prática que, segundo ele, tem ganhado espaço na indústria.
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A manutenção do patamar atual de dividendos também está ligada à gestão ativa do portfólio. Recentes vendas de shoppings reduziram o resultado recorrente, mas aumentaram os ganhos acumulados disponíveis para distribuição futura. “Abrimos mão de parte do resultado recorrente para ter um volume maior de resultado acumulado, que vai sustentar a distribuição nos próximos anos”, explicou Teatini.
O XPML11 segue, assim, combinando expansão do portfólio com ações de reciclagem de ativos para preservar a previsibilidade dos rendimentos aos cotistas.