Tensão entre EUA e Venezuela eleva atenção ao petróleo, enquanto Ibovespa mantém rali

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São Paulo, 10 de janeiro de 2026 – Ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro, reacenderam a instabilidade geopolítica e colocaram o mercado de petróleo em estado de alerta no início de 2026. Embora o país detenha as maiores reservas provadas de óleo do planeta, sua participação atual na produção global é limitada, o que não impediu a reação imediata de investidores preocupados com possíveis impactos em preços e cadeias de suprimento.

Ibovespa fecha 2025 com melhor desempenho desde 2016

O principal índice da B3 encerrou 2025 com valorização de 34% em reais e superior a 50% em dólares, aproximando-se das máximas históricas e registrando o melhor resultado anual desde 2016. O movimento acompanhou o apetite crescente por ativos brasileiros ao longo do ano.

Cenário de 2026: juros e eleições no foco

Para 2026, analistas veem o mercado doméstico mais influenciado por fatores internos, especialmente pela trajetória dos juros e pelo calendário eleitoral. A perspectiva favorece empresas de alta qualidade, baixa alavancagem e maior sensibilidade a um eventual recuo das taxas.

Nos Estados Unidos, a escolha do novo presidente do Federal Reserve passou a ser observada de perto, em um contexto de juros globais ainda elevados e menor espaço para novos estímulos monetários.

Inflação em queda no Brasil

A projeção para o IPCA de 2026 foi revisada para 4,0%, refletindo preços ao produtor mais contidos, petróleo em níveis mais baixos e câmbio apreciado, fatores que colaboram para a desaceleração inflacionária.

Agenda política ganha peso

No ambiente doméstico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou proposta aprovada pelo Congresso que reduziria punições a condenados pela tentativa de golpe, reforçando o protagonismo do Supremo Tribunal Federal no tema.

No exterior, o ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou em sua rede Truth Social ter decidido sobre o orçamento militar de 2027 após “longas e difíceis negociações”, citando o cenário internacional conturbado.

Estratégias de investimento

As carteiras recomendadas da XP para janeiro permaneceram inalteradas em relação a dezembro, priorizando ativos com melhor relação risco–retorno. Apesar da volatilidade eleitoral prevista, a corretora avalia que os portfólios seguem bem posicionados para capturar oportunidades sem comprometer a resiliência de médio prazo.

Atividade desacelera, inflação recua

A economia brasileira mostra arrefecimento gradual após fase de crescimento mais forte, enquanto a inflação continua em queda, apoiada pela deflação global de energia e alimentos.

Eleições apertadas elevam incerteza

A disputa presidencial de 2026 tende a ser acirrada, elevando a incerteza e dificultando projeções de longo prazo, principalmente para 2027.

Temporada de dividendos e proventos

O início do ano concentra pagamentos relevantes de empresas listadas, reforçando o interesse por estratégias de geração de renda. Investidores também acompanham o cronograma de distribuição de fundos listados como alternativa de diversificação.

Fusão no setor pet estreia na B3

Concluída a fusão entre Petz e Cobasi, o novo grupo passou a ser negociado sob o ticker AUAU3. As ações da antiga Petz foram retiradas de circulação. O mercado monitora sinergias e desafios de integração do negócio.

Ambiente externo menos favorável a emergentes

Depois de um ano de suporte aos mercados emergentes, analistas veem menor probabilidade de um novo rali global em 2026. Deterioração fiscal em economias desenvolvidas, manutenção de juros longos elevados e instabilidade geopolítica podem frear investimentos de longo prazo.

Novo relatório sobre RBRX11

O fundo imobiliário RBRX11 recebeu cobertura inicial da XP com recomendação de compra, apoiada pelo histórico de desempenho sólido e assimetrias positivas após a incorporação do RBRF11. O relatório destaca dividend yield competitivo e potencial de geração de resultados consistentes, mesmo em cenário mais desafiador para ganhos de capital.

Com a combinação de tensão geopolítica, expectativas de política monetária e agenda eleitoral, o mercado inicia 2026 atento a novos desdobramentos que possam redefinir preços de ativos ao longo do ano.

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