O fundo imobiliário HGLG11 (Pátria Log) recebeu sinal verde dos cotistas para incorporar integralmente os ativos do PATL11, operação que movimenta cerca de R$ 356 milhões e resulta na liquidação do fundo incorporado. O passo faz parte da estratégia do Pátria Investimentos de ganhar escala por meio da união de diferentes veículos logísticos, entre eles o LVBI11, com a meta de reunir aproximadamente R$ 10 bilhões em patrimônio líquido e tornar‐se o maior FII do país.
O PATL11 agrega quatro galpões que somam 151 mil m² de área bruta locável (ABL). A vacância física é de 2,7%, enquanto a financeira alcança 6,5%, concentrada principalmente no imóvel de Ribeirão das Neves (MG).
O principal ativo situa‐se em Itatiaia (RJ), com 106 mil m² e quase metade da receita imobiliária do fundo. O segundo maior é um galpão refrigerado de 27 mil m², locado à BRF, responsável por cerca de 40% do faturamento.
Para Rodrigo Medeiros, analista e fundador da DesmistificandoFII, o movimento é positivo sobretudo para quem já detém cotas do HGLG11, pois o fundo ganha tamanho, liquidez e capacidade de participar de transações maiores. Ele observa, contudo, que a reprecificação dos ativos do PATL11 gerou questionamentos.
Marcos Baroni, chefe de FIIs da Suno Research, entende que a combinação com o LVBI11 é quase inteiramente favorável, mas vê o PATL11 como o ponto mais delicado, especialmente para investidores que ingressaram no fundo no momento do IPO.
Imagem: infomoney.com.br
Na avaliação de Marx Gonçalves, head de Fundos Listados da XP Research, a incorporação traz ganhos claros aos cotistas do LVBI11, como maior diversificação geográfica e redução de custos, já que o HGLG11 cobra taxas de administração e gestão menores. Para o PATL11, a transação ocorre abaixo do valor patrimonial, mas com prêmio relevante sobre o preço de mercado, o que, segundo ele, oferece liquidez e estrutura de custos dificilmente alcançáveis de forma isolada.
Com a integração, o HGLG11 segue em direção ao objetivo de consolidar ativos logísticos sob a mesma gestão e reforça a tendência de consolidação no mercado de fundos imobiliários brasileiro.