Investidor deve organizar dados de 2025 para evitar problemas no Imposto de Renda 2026

Estratégias de investimentoagora mesmo6 Visualizações

Contribuintes que operam em renda variável ou mantêm aplicações no exterior precisam começar, ainda em 2024, a juntar comprovantes e registros referentes às operações de 2025 para facilitar a entrega da declaração de Imposto de Renda de 2026. Especialistas alertam que as regras permanecem praticamente iguais às do ano anterior, mantendo a exigência de apuração mensal para negociações em bolsa e o reporte anual de ganhos no exterior.

Apuração mensal segue obrigatória para B3

Quem compra e vende ações, FIIs, BDRs ou ETFs na B3 deve continuar calculando lucros, prejuízos e eventual imposto devido mês a mês. Caso haja imposto a recolher, o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) – código 6015 – precisa ser pago até o último dia útil do mês seguinte ao da venda lucrativa.

A obrigatoriedade de apuração atinge todas as pessoas que, em 2025:

  • venderem mais de R$ 40 mil em ativos na bolsa;
  • ou obtiverem lucro tributável em qualquer valor.

Vendas mensais abaixo de R$ 20 mil em ações continuam isentas, exceto em operações day trade. As alíquotas permanecem em 15% para operações comuns e 20% para day trade.

Declaração anual exige detalhamento

Na entrega de 2026, o investidor terá de preencher a ficha Renda Variável com resultados mensais de 2025 e indicar, na ficha Bens e Direitos, a posição de cada ativo em 31/12/2025, informando quantidade e custo médio de aquisição, sem considerar valor de mercado.

Prejuízos também devem constar na declaração para permitir compensação futura e reduzir risco de malha fina.

Ganhos no exterior entram na regra anual

A Lei nº 14.754/2023 manteve a tributação anual para aplicações financeiras fora do país. O contribuinte deve converter cada rendimento para reais usando a cotação PTAX de venda do dia de recebimento e recolher o imposto junto com o saldo da declaração. Impostos já pagos no exterior podem ser compensados quando houver acordo de bitributação ou reciprocidade, desde que os comprovantes sejam guardados.

Checklist de documentos para 2026

Para evitar retrabalho, especialistas recomendam criar uma pasta específica com:

  • Not​as de corretagem de janeiro a dezembro de 2025;
  • Relatórios mensais das corretoras brasileiras e estrangeiras;
  • Extratos com posição de ativos em 31/12/2025;
  • Planilhas separadas por tipo de ativo (ações, FIIs, BDRs, ETFs, cripto, exterior);
  • DARFs quitadas, com número, data e valor;
  • Comprovantes de imposto pago no exterior;
  • Histórico de dividendos, juros, cupons e aluguéis;
  • Cotações PTAX de venda correspondentes a cada rendimento externo.

Cuidados especiais com estruturas complexas

Portadores de patrimônio em offshores, trusts ou veículos similares devem seguir as regras da Lei nº 14.754/2023, que exige declaração mesmo para beneficiários menores de idade. A Receita pode solicitar detalhes adicionais, tornando a organização prévia fundamental.

Em caso de inconsistências detectadas após o envio, é possível retificar a declaração. Especialistas recomendam corrigir eventuais falhas o quanto antes para minimizar riscos de autuação.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...

Todos os campos são obrigatórios.