Juros futuros recuam com dólar mais fraco e indicações de trégua entre EUA e Irã

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoAções3 meses atrás134 Visualizações

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a segunda-feira, 9 de março de 2026, em queda na ponta longa da curva e próximas da estabilidade nos vencimentos curtos. O movimento acompanhou a desvalorização do dólar frente ao real e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizaram a proximidade do fim da guerra no Oriente Médio.

No fim da tarde, o dólar era negociado abaixo de R$ 5,17. Nesse cenário, o DI para janeiro de 2028 fechou em 13,19% ao ano, alta de 2 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,17%. Já o DI para janeiro de 2035 recuou 9 pontos-base, encerrando a 13,765% contra 13,856% na sessão anterior.

Oscilação intensa pela manhã

No início do pregão, o fortalecimento do dólar elevou os prêmios na curva. Às 9h57, o DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 13,480%, avanço de 31 pontos-base sobre o último ajuste. A reversão começou com a perda de força da moeda norte-americana e se acentuou após entrevista de Trump à emissora CBS, na qual afirmou que o conflito com o Irã está “praticamente concluído” e que o cronograma previsto de quatro a cinco semanas foi antecipado.

Contexto geopolítico e impacto nos mercados

No fim de semana, Teerã anunciou Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, no cargo de líder supremo, reforçando a continuidade da ala linha-dura no poder. Dias antes, Trump classificara essa sucessão como inaceitável. Mesmo assim, o presidente norte-americano declarou que as operações militares se aproximam do término.

A escalada do conflito elevou as cotações do petróleo, que chegaram perto de US$ 120 o barril na madrugada de segunda-feira, máxima desde meados de 2022, alimentando preocupações inflacionárias.

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Imagem: Reuters via moneytimes.com.br

Efeito externo

No mercado internacional, os rendimentos dos Treasuries também cederam. Às 16h43, a taxa do título de dez anos dos Estados Unidos recuava 3 pontos-base, situando-se em 4,1% ao ano, movimento que contribuiu para reduzir os prêmios de risco ao redor do mundo.

Combinados, a queda do dólar, a retração dos Treasuries e o tom mais ameno sobre o confronto no Oriente Médio permitiram que a curva de juros local devolvesse parte das altas vistas no início do dia, fechando com alívio principalmente nos vértices mais longos.

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