HOUSTON (EUA) – A norte-americana Justine Saint Amour entrou com uma ação de US$ 1 milhão contra a Tesla, alegando que seu Cybertruck, com o piloto automático ativado, quase a lançou — juntamente com o filho de 1 ano — para fora de um viaduto antes de colidir contra uma barreira de concreto.
Segundo o processo apresentado no Tribunal Distrital do Condado de Harris, o acidente ocorreu em 18 de agosto de 2025, na rodovia 69 Eastex Freeway, em Houston. Imagens de dashcam mostram o veículo ignorando a curva à direita de um trevo em “Y” e seguindo em linha reta até bater violentamente na proteção lateral.
A petição afirma que, instantes antes do impacto, Saint Amour desativou o sistema de assistência ao motorista e tentou assumir o volante, mas já não havia tempo suficiente para evitar a colisão. Peças do veículo teriam se desprendido após o choque.
A condutora sofreu lesões no ombro direito, pescoço e costas, incluindo duas hérnias de disco na região lombar e uma na cervical. Também houve entorse de tendões no punho e danos nervosos na mão direita, que causam dormência, queimação e perda de força. O bebê no banco traseiro não se feriu.
O escritório Hilliard Law, que representa a motorista, sustenta que a Tesla:
Imagem: Bonny Chu FOXBusiness via foxbusiness.com
“A Tesla poderia ter evitado tudo isso se não tivesse cortado custos”, declarou o advogado Bob Hilliard em nota.
A ação ocorre após a empresa ter sido obrigada, na Califórnia, a modificar termos de marketing considerados enganosos para seus recursos “Autopilot” e “Full Self-Driving”. Desde então, o sistema passou a ser chamado de “Navigate on Autosteer”, entre outras mudanças.
A Tesla foi procurada para comentar o processo, mas não respondeu até o fechamento desta edição.