WASHINGTON, EUA — O Serviço de Receita Interna (IRS) publicou a edição 2026 do “Dirty Dozen”, relação que reúne os 12 golpes mais recorrentes na temporada de declarações. O objetivo é advertir contribuintes, empresas e profissionais de contabilidade sobre táticas usadas para roubo de identidade, fraudes em reembolsos e outras práticas ilegais.
Em mensagem divulgada no início do mês, durante o “Slam the Scam Day”, o diretor-executivo Frank Bisignano lembrou que, há mais de 20 anos, a listagem serve de aviso sobre esquemas em constante evolução. “É fundamental manter a vigilância, pois golpistas adaptam seus argumentos para enganar contribuintes honestos”, afirmou.
1) Falsos e-mails e mensagens de texto em nome do IRS
Criminosos enviam comunicações com linguagem alarmante e QR codes que redirecionam a sites falsos, solicitando dados pessoais ou “confirmação” de contas. O órgão orienta a não clicar em links nem abrir anexos de remetentes desconhecidos; mais de 600 perfis falsos foram identificados apenas no ano fiscal de 2025.
2) Ligações telefônicas com inteligência artificial
Chamadas usam IDs adulterados e vozes geradas por computador para parecer oficiais. O IRS reforça que o primeiro contato costuma ocorrer via correspondência física e que não há gravações ameaçando prisão ou exigindo pagamento imediato.
3) Falsas entidades beneficentes
Fraudadores criam organizações inexistentes, especialmente após tragédias, para coletar doações e informações pessoais. Deduções só são permitidas para entidades reconhecidas como isentas de impostos pelo próprio IRS.
4) Conselhos tributários enganosos nas redes sociais
Publicações virais promovem “atalhos” que levam o contribuinte a inserir informações falsas ou requisitar créditos indevidos, provocando atrasos, multas ou processos.
5) Roubo de identidade por meio do acesso à conta on-line do IRS
Golpistas utilizam dados roubados ou se passam por assistentes para criar ou invadir contas oficiais. O cadastro deve ser feito diretamente no site do órgão, sem ajuda não solicitada.
6) Uso abusivo do Formulário 2439
Cresce o número de reivindicações indevidas de crédito reembolsável sobre ganhos de capital não distribuídos, associadas a fundos ou trusts fictícios, ou a entidades reais que não têm relação com o contribuinte.
7) Suposto “crédito de imposto para autônomos”
Promotores sugerem que trabalhadores por conta própria podem receber valores elevados com base em regras inexistentes ou mal interpretadas. O IRS monitora esses pedidos e alerta sobre possíveis penalidades.
Imagem: Eric Revell FOXBusiness via foxbusiness.com
8) Preparadores fantasma
Profissional elabora a declaração, mas se recusa a assiná-la ou a informar seu número de identificação (PTIN), deixando o contribuinte responsável por eventuais inconsistências.
9) Contribuições não monetárias infladas
Esquemas incluem avaliações acima do real valor de obras de arte ou servidões de conservação. Promotores prometem reduzir drasticamente o imposto devido; o IRS pode reter reembolsos enquanto verifica os dados.
10) Fraudes com retenção de imposto inflada
Golpistas instruem a declarar retenções exageradas — às vezes com pouca ou nenhuma renda declarada — para gerar restituições maiores. Declarações suspeitas podem ser paralisadas e sujeitas a sanções.
11) Campanhas de spear-phishing contra profissionais de imposto
E-mails que aparentam vir de novos clientes ou pedidos de documentos carregam links ou anexos maliciosos, visando acesso a sistemas e roubo de dados de clientes.
12) Marketing agressivo sobre o programa “Offer in Compromise”
Empresas conhecidas como “OIC mills” cobram taxas altas e prometem resolver dívidas de quem, muitas vezes, não atende aos requisitos. O IRS recomenda verificar a elegibilidade gratuitamente nos canais oficiais.
O órgão reitera que os golpes podem ocorrer durante todo o ano. Contribuintes que suspeitarem de fraude devem reportar imediatamente ao IRS e evitar compartilhar informações sensíveis sem confirmação prévia.