A Kohl’s não pretende fechar mais lojas em 2026, afirmou o CEO Michael Bender durante teleconferência de resultados na última semana. A decisão vem após o encerramento de 27 unidades em 15 estados em 2025, medida adotada para reforçar a saúde financeira da rede diante da queda nas vendas.
Bender, que assumiu o comando em novembro, explicou que não há “plano grandioso” para cortar ou abrir pontos de venda neste momento. “O foco é otimizar o que já temos”, disse, ressaltando que mais de 90% das cerca de 1.150 lojas da companhia são rentáveis. Segundo o executivo, análises anuais continuarão sendo feitas “por uma questão de higiene” para garantir o bom desempenho dos estabelecimentos e, se necessário, relocá-los.
A declaração ocorre poucos meses depois de a companhia demitir 10% de sua força corporativa em busca de maior lucratividade e substituir a então CEO Ashley Buchanan, afastada após investigação interna.
A diretora financeira Jill Timm informou que a varejista investe em atrair consumidores tanto nas lojas quanto no e-commerce. Segundo ela, o quarto trimestre registrou tráfego digital sólido, e ajustes no gerenciamento de estoque pretendem oferecer mais motivos para visitas presenciais.
Para o ano fiscal completo, a Kohl’s projeta receita estável ou queda de até 2%, enquanto analistas consultados pela LSEG estimam recuo de 0,7%, para US$ 14,85 bilhões. No trimestre mais recente, as vendas somaram US$ 4,97 bilhões, ligeiramente abaixo da previsão de US$ 5,03 bilhões.
Imagem: Eric Revell FOXBusiness via foxbusiness.com
No mercado acionário, os papéis da empresa avançaram mais de 3% na manhã de quinta-feira. Apesar da alta, as ações acumulam queda de 6,89% nos últimos cinco dias e retração de 41% no ano. Em doze meses, porém, apresentam valorização superior a 42%.
A rede, sediada em Wisconsin, enfrenta concorrência acirrada de gigantes do comércio eletrônico como Amazon e de varejistas de desconto, entre elas a Ross Stores.