Washington, — O empresário Elon Musk afirmou neste sábado (data não especificada) que está disposto a arcar com os salários dos agentes da Transportation Security Administration (TSA) enquanto prosseguir o bloqueio que impede a aprovação do orçamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos.
Em publicação na rede X, Musk declarou: “Gostaria de pagar os salários do pessoal da TSA durante este impasse de financiamento que está afetando negativamente a vida de tantos americanos nos aeroportos de todo o país”.
A oferta surge quando a paralisação parcial do governo ultrapassa um mês sem acordo no Congresso para liberar recursos ao DHS, órgão responsável pela TSA. Com a pasta sem verba, os agentes de segurança aeroportuária continuam trabalhando, mas sem receber, situação que provoca absenteísmo, filas de até três horas e preocupa especialistas quanto à prevenção de ataques.
Parlamentares republicanos pressionam por um pacote que financie todo o DHS. Já democratas defendem projetos separados que garantam recursos a agências como a TSA, deixando de fora operações ligadas à imigração.
Segundo registros das últimas semanas, os terminais mais prejudicados pelos atrasos em razão da falta de pessoal são:
No Aeroporto da Filadélfia, imagens captadas na quinta-feira cedo mostraram centenas de passageiros aguardando em elevadores e escadas rolantes para passar pela inspeção.
Imagem: Michael Dorgan FOXBusiness via foxbusiness.com
Líder sindical da categoria alertou que a segurança tende a se deteriorar, pois a TSA está sob congelamento de contratações desde o ano passado. A agência classifica seus funcionários como “essenciais”, o que os obriga a comparecer mesmo sem remuneração imediata.
Não está claro de que forma a proposta de Musk poderia ser implementada nem se a legislação permite que um indivíduo pague diretamente servidores federais.
Imagens de 13 de março de 2025 mostram agentes da TSA no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Arlington (Virgínia). Já em 16 de março de 2026, passageiros enfrentavam longas filas no mesmo terminal, reflexo do atual impasse orçamentário.
Até o momento, o governo federal não respondeu publicamente à oferta do bilionário.