Um Embraer CRJ-900 da Air Canada Express, operado pela regional Jazz Aviation como voo 4686, colidiu com um caminhão dos bombeiros na noite de domingo, em 23 de março, durante o pouso no Aeroporto LaGuardia, em Nova York. A aeronave, procedente de Montreal, transportava 72 passageiros e quatro tripulantes.
De acordo com a Jazz Aviation e a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, o acidente resultou na morte do comandante e do copiloto. Outras dezenas de pessoas ficaram feridas. O Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB) enviou uma equipe de especialistas para investigar as causas da ocorrência.
O episódio voltou a colocar em evidência o risco de incursões de pista — situações em que aeronaves, veículos ou pessoas ocupam indevidamente áreas destinadas a pousos e decolagens.
Números da Administração Federal de Aviação (FAA) mostram 97 incursões registradas em janeiro deste ano, queda em relação às 133 anotadas no mesmo mês do ano passado. Em janeiro de 2024 foram 118 casos, enquanto janeiro de 2023 totalizou 123.
Entre as ocorrências deste janeiro, 56 foram atribuídas a desvios de pilotos, 22 a veículos ou pedestres, 17 a incidentes operacionais e duas classificadas como “outras”.
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Para Mike Boyd, presidente da consultoria Boyd Group International, o choque em LaGuardia evidencia a complexidade da operação aeroportuária. “Dependemos fortemente das pessoas no cockpit e nas torres de controle; às vezes a comunicação falha”, disse. Ele lembrou que colisões desse tipo são raras, mas defendeu aprimoramentos contínuos nos sistemas de segurança para reduzir a frequência desses eventos.
A FAA tem implantado novas tecnologias destinadas a minimizar o risco de acidentes em pistas, medida que ganha relevância após situações recentes, como a colisão entre duas aeronaves no Japão em 2024.
O acidente em LaGuardia provocou o cancelamento de centenas de voos, afetando passageiros em toda a malha aérea norte-americana.