São Paulo, 25 de março de 2026 – O Citi reduziu o preço-alvo das ações da Hapvida (HAPV3) de R$ 15 para R$ 11, movimento que ainda representa potencial de alta de 14% em relação ao fechamento de ontem (24).
O corte ocorre depois da divulgação dos números do quarto trimestre de 2025 (4T25) e da teleconferência de resultados realizada na semana passada. Às 11h57 (horário de Brasília), os papéis avançavam 0,42%, cotados a R$ 9,64, enquanto o Ibovespa marcava 185.982,67 pontos.
No 4T25, a operadora de saúde registrou lucro líquido ajustado de R$ 180,6 milhões, queda de 64,9% na comparação anual. No acumulado de 2025, o ganho ajustado somou R$ 1,234 bilhão, recuo de 32,3% frente a 2024.
Para o Citi, a empresa ainda carece de detalhes quantitativos sobre os próximos passos e enfrenta problemas de execução que mantêm investidores cautelosos. Embora a companhia possua caixa total de R$ 8,1 bilhões — ou R$ 5,6 bilhões sem o montante restrito — e tenha cerca de R$ 2,1 bilhões em dívidas a vencer entre 2026 e 2027, o histórico recente de margens e fluxo de caixa livre (FCFE) continua gerando dúvidas sobre a saúde financeira.
Imagem: Anna Scabello via moneytimes.com.br
Com novas premissas, o banco projeta FCFE abaixo do ponto de equilíbrio em 2026 e elevação da alavancagem para 1,6 vez a relação dívida líquida/Ebitda até o fim deste ano. As estimativas indicam prejuízo líquido de R$ 679 milhões em 2026 e retorno ao lucro, de R$ 495 milhões, em 2027.
O Citi mantém recomendação neutra e classifica o papel como de alto risco por conta da baixa visibilidade operacional. Segundo a análise, as ações são negociadas a cerca de 7,6 vezes o múltiplo preço/lucro projetado e apresentam rendimento de fluxo de caixa livre estimado em 7% para 2027 — patamar considerado insuficiente para compensar a incerteza de curto prazo.