São Paulo, 8 de maio de 2026 – As ações da Petrobras encerraram esta sexta-feira (8) com a quinta sessão consecutiva de baixa, acumulando a pior semana desde março de 2024 em meio ao recuo dos preços do Brent.
Ao fim do pregão, PETR3 cedeu 0,87%, a R$ 50,11, enquanto PETR4 recuou 1,19%, para R$ 45,67. O papel preferencial foi o segundo mais negociado da B3, com 55,6 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,399 bilhão.
No acumulado semanal, PETR3 perdeu 8,44%, terceira maior baixa do Ibovespa, e PETR4 registrou queda de 6,95%.
O enfraquecimento do petróleo foi provocado pelo otimismo em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã. Os contratos mais líquidos do Brent para julho recuaram 6,36% na semana, encerrando a sessão a US$ 101,29 o barril na ICE, em Londres.
O tombo semanal é o maior desde 4 a 8 de março de 2024, quando a estatal decepcionou o mercado ao cortar dividendos extraordinários após o balanço de 2023, então sob gestão de Jean Paul Prates.
Apesar da correção, a empresa mantém valorização desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, período em que somou 12 recordes de mercado. O auge ocorreu em 14 de abril, com capitalização de R$ 680,1 bilhões. Nesta sexta-feira, o valor de mercado ficou em R$ 621,7 bilhões.
Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br
Na última segunda-feira (4), o BTG Pactual reiterou recomendação de compra para PETR4 e fixou preço-alvo de R$ 62 para dezembro. Os analistas Bruno Henriques, Gustavo Cunha e Rodrigo Almeida apontaram a estatal como ativo de “escassez” com momentum robusto, destacando posição única entre companhias integradas de energia em emergentes.
O banco projeta Ebitda próximo de US$ 13 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e dividendos de cerca de US$ 2,1 bilhões, o que implicaria dividend yield de aproximadamente 1,5% no período.
O balanço do 1T26 será divulgado na segunda-feira (11) após o fechamento do mercado. A teleconferência de resultados está marcada para terça-feira (12), às 11h30, horário de Brasília.