O BTG Pactual revisou a carteira recomendada 10SIM para abril de 2026. As ações de PetroRio (PRIO3), Aura Minerals (AURA33) e Stone (STNE) foram retiradas, dando lugar a Petrobras (PETR4), Embraer (EMBR3) e Cury (CURY3).
A principal novidade é a entrada da Petrobras, que assume participação relevante no portfólio. Segundo o banco, a petroleira estatal oferece relação risco-retorno mais equilibrada do que a PetroRio, especialmente se o preço do barril recuar caso diminuam as tensões no Oriente Médio. Mesmo com o Brent a US$ 80 e sem reajustes de combustíveis, o BTG projeta forte geração de caixa e distribuição atraente de dividendos, reforçando o caráter defensivo do papel.
A Embraer substitui a Aura Minerals. O BTG avalia que a recente correção das ações, motivada pela maior aversão a risco nos mercados globais, abriu espaço para compra. A companhia negocia com desconto significativo em relação a concorrentes internacionais, mantém carteira de pedidos robusta (backlog) e apresenta boa visibilidade de receitas.
No lugar da Stone, a Cury volta a expor a carteira ao setor imobiliário de baixa renda. A inclusão leva em conta mudanças recentes no programa habitacional e a execução consistente da empresa, marcada por ritmo forte de vendas e potencial de crescimento dos lucros.
Imagem: Juliana Caveiro via moneytimes.com.br
O BTG manteve a estrutura central do portfólio. Permanecem Itaú (ITUB4) e Nubank (ROXO34) no setor financeiro, Eneva (ENEV3) em energia, Localiza (RENT3) como geradora de fluxo de caixa de longo prazo e Allos (ALOS3), embora com peso reduzido.
A atualização da carteira ocorre após a forte volatilidade que marcou os mercados globais em março e busca adequar a exposição dos investidores ao novo cenário.