Indicação de Kevin Warsh para presidir o Fed enfrenta atraso no Senado dos EUA

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoMercado Financeiro1 mês atrás49 Visualizações

O processo de confirmação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve (Fed) corre o risco de não ser concluído antes do fim do mandato de Jerome Powell, que termina dentro de um mês. Até o momento, o Comitê Bancário do Senado norte-americano não marcou a audiência de sabatina nem recebeu a documentação financeira e o questionário exigidos do indicado.

Segundo duas pessoas a par das negociações, Warsh esperava ser ouvido já na próxima semana. A previsão mais recente, porém, aponta para o fim de abril, no mínimo.

Atraso ligado a investigação sobre Powell

A tramitação ficou mais lenta depois que o Departamento de Justiça abriu uma investigação sobre estouros de custos na reforma da sede do Fed, conduzida durante a gestão de Powell. O inquérito, criticado por parlamentares de ambos os partidos, colocou Warsh no centro de uma disputa política.

O presidente Donald Trump iniciou a busca por um novo chefe do banco central em meados de 2025 e anunciou Warsh como escolhido no fim de janeiro deste ano, enviando a indicação ao Congresso apenas no início de março.

Pressão no Congresso

O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, que se aposentará após as eleições de meio de mandato de novembro, promete bloquear o avanço da sabatina enquanto a investigação contra Powell permanecer aberta. Outros republicanos também condenaram o inquérito, sinalizando dificuldades adicionais para a confirmação.

Trump vem elogiando os promotores responsáveis, enquanto a procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, sustenta que seguirá com o caso, apesar de decisão do juiz James Boasberg que suspendeu intimações por falta de evidências concretas contra Powell.

Consequências para a política monetária

Se Warsh não obtiver o aval do Senado a tempo, Powell poderá permanecer à frente do Conselho de Governadores e do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) até a posse do sucessor, dificultando o plano de Trump de reduzir os custos de empréstimos. Analistas observam que, quanto mais a investigação durar, maior a probabilidade de Powell seguir no conselho até 2028, embora, em geral, os presidentes deixem o cargo ao término do mandato.

Fortuna familiar sob escrutínio

Warsh deverá enfrentar questões sobre seu patrimônio. Casado com Jane Lauder, herdeira do grupo Estée Lauder, ele é genro de Ronald Lauder, aliado de longa data de Trump que doou US$ 5 milhões a um comitê pró-governo em março de 2025. Desde que saiu do Fed, em 2011, Warsh trabalha no family office do investidor bilionário Stanley Druckenmiller e atua como elo com empresas de tecnologia do Vale do Silício.

O indicado integra ainda os conselhos da UPS e da sul-coreana Coupang, cargos que deverá abandonar se assumir a presidência do banco central.

Posicionamento da Casa Branca

Em nota, um porta-voz da Casa Branca afirmou continuar “focado em trabalhar com o Senado para confirmar rapidamente” Warsh, destacando a combinação de experiência acadêmica, trajetória no setor privado e passagem anterior pelo Conselho do Fed como credenciais para “restaurar a confiança e a competência” da autoridade monetária.

Warsh, que se tornou em 2006 o mais jovem diretor da história do Fed, busca o cargo de presidente há mais de uma década. Sua equipe trabalha para concluir as pendências documentais antes da audiência.

Ferramentas úteis para investidores

Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Deixe um Comentário

Comentários Recentes

Trader Iniciante é um participante do Programa de Associados da Amazon.

Pesquisar tendência
Redação
carregamento

Entrar em 3 segundos...

Inscrever-se 3 segundos...