O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pressionar o Banco Central para reduzir a taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano. A cobrança foi feita nesta quarta-feira (15), durante anúncio de novas medidas para o setor habitacional em Brasília.
“Se o Banco Central olhar para nós, ele vai reduzir a taxa de juros. O Banco Central precisa olhar para o que o Tesouro fez, o que o Planejamento fez”, afirmou o presidente.
No mercado, a maioria dos investidores espera um ajuste modesto na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o fim deste mês. De acordo com o Termômetro do Copom, ferramenta do Valor Investe que acompanha contratos de opções negociados na bolsa, 74% dos participantes projetam corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 14,50% ao ano.
No mesmo evento, o governo anunciou um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para ampliar o financiamento de moradias destinadas às famílias da faixa 3 do programa Minha Casa, Minha Vida, que engloba renda bruta de até R$ 9,6 mil.
Também foram ajustadas as condições do Reforma Casa Brasil, com expansão do limite de renda, elevação do valor máximo dos financiamentos e redução das taxas de juros cobradas.
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Em tom bem-humorado, Lula disse que conversará com o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, assim que ele retornar de viagem à Europa. “Os meninos da gastança estão reduzindo o dinheiro”, brincou, acrescentando que investimentos públicos “fazem a economia girar”.
O presidente vem reiterando pedidos de corte na Selic desde o início do mandato. A manutenção dos juros em patamar elevado tem sido apontada pelo governo como um dos principais entraves ao crescimento e à popularidade de Lula.