A Spirit Airlines enfrenta nova pressão financeira devido ao aumento dos preços de combustíveis, fator que pode comprometer o plano da companhia para deixar o Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana, iniciado no fim de 2024.
O modelo de tarifas ultrabaixas da empresa torna mais difícil repassar a alta de custos aos passageiros sem perda de demanda, diferentemente de companhias maiores. Com o conflito em andamento no Irã elevando as cotações do petróleo, o gasto extra com querosene de aviação tornou-se o principal obstáculo à reestruturação.
Informações de mercado indicam que alguns credores já consideram a possibilidade de liquidação da companhia. Em documento recente apresentado à Justiça, os financiadores da linha de crédito rotativa da Spirit questionaram a viabilidade do plano de recuperação caso o combustível permaneça caro.
Analistas do JPMorgan estimam que a elevação dos preços pode acrescentar cerca de US$ 360 milhões às despesas da empresa em 2026, superando os US$ 337 milhões em caixa registrados no encerramento de 2025. O desequilíbrio evidencia o desafio de equilibrar custos operacionais crescentes com liquidez limitada.
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Para reforçar o caixa, a Spirit já aumentou tarifas, eliminou rotas deficitárias e reduziu parte da frota. Nos autos do processo, a companhia afirma esperar que a volatilidade dos combustíveis diminua nos próximos meses, prevendo estabilização até o final da primavera no hemisfério norte. A continuidade do conflito, entretanto, mantém o cenário incerto para o mercado de energia.
A empresa não se pronunciou publicamente sobre o novo cenário até o momento.