Petróleo despenca mais de 10% após Irã anunciar reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial

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Nova York, 19 abr. (sexta-feira) – Os preços do petróleo caíram mais de 10% nesta sexta-feira depois que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto a todo o tráfego comercial durante o cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano.

Queda brusca nas cotações

O barril do West Texas Intermediate (WTI) recuou para menos de US$ 85, enquanto o Brent foi negociado perto de US$ 89, ambos registrando retração superior a 10% no dia.

Contexto do cessar-fogo

O cessar-fogo teve início na quinta-feira e, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inclui o grupo Hezbollah, aliado de Teerã. Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que o estreito está “totalmente aberto e pronto para negócios”, mas que o bloqueio naval a portos iranianos continuará “em pleno vigor” até a conclusão das negociações com o Irã.

Impacto de semanas de conflito

Desde o início da guerra envolvendo o Irã, há cerca de um mês e meio, o petróleo havia ultrapassado US$ 100 o barril. O WTI alcançou pico de quase US$ 113 em 6 de abril e o Brent superou US$ 119 em 30 de março.

Para Brian Therien, analista sênior de estratégia de investimentos da Edward Jones, os contratos futuros sugerem que as cotações podem recuar para a faixa de US$ 70 até o fim do ano, o que ajudaria a aliviar a inflação e reduzir custos de setores intensivos em energia.

Ormuz: ponto de estrangulamento global

Responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o Estreito de Ormuz havia sido praticamente fechado a embarcações comerciais em razão do risco de minas e ataques iranianos.

Autoridades de Teerã informaram à Reuters que, durante o cessar-fogo, os navios deverão se manter em rotas específicas consideradas seguras; embarcações de guerra não poderão atravessar.

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Imagem: Eric Revell FOXBusiness via foxbusiness.com

Incerteza entre armadores

Empresas de navegação aguardam mais detalhes antes de retomar operações regulares. A alemã Hapag-Lloyd, por exemplo, ainda evita a travessia, mas avalia liberar seus navios em breve.

Knut Arild Hareide, diretor executivo da Associação de Armadores da Noruega, que representa 130 companhias com cerca de 1.500 embarcações, considerou o anúncio “bem-vindo”, porém destacou dúvidas sobre minas, condições impostas pelo Irã e a aplicação prática das medidas.

Reflexos na economia mundial

Nesta semana, o Fundo Monetário Internacional reduziu a projeção de crescimento global devido às interrupções no transporte marítimo, apontando maior impacto em mercados emergentes e economias em desenvolvimento.

Enquanto isso, a Marinha dos Estados Unidos planeja manter o bloqueio a portos iranianos mesmo com a reabertura parcial do estreito, reiterou o presidente Trump.

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