Tinder aposta em escaneamento ocular para barrar bots e golpes românticos

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Tinder firmou parceria com a World, empresa anteriormente conhecida como Worldcoin, para introduzir verificação de identidade por escaneamento ocular e combater perfis automatizados e golpes de relacionamento na plataforma.

Como funciona a verificação

A tecnologia, chamada World ID, utiliza o dispositivo esférico “Orb” para analisar a íris do usuário. Segundo a World, o equipamento armazena os dados apenas de forma temporária durante o processo de checagem e não guarda informações pessoais. Após a confirmação, o usuário recebe um selo no aplicativo que comprova ser uma pessoa real.

A Match Group, controladora do Tinder, testou o sistema inicialmente no Japão. A companhia informou que a verificação “preservadora de privacidade” será disponibilizada em breve para pessoas nos Estados Unidos e no Japão.

Benefícios adicionais

Usuários que concluírem o processo ganharão, por tempo limitado, cinco “Boosts” gratuitos – recurso que aumenta a visibilidade do perfil. A World ressalta que o selo deve elevar a qualidade das conexões ao destacar perfis verificados.

Golpes em alta

Com a popularização da inteligência artificial, criminosos têm usado a tecnologia para impulsionar fraudes amorosas. O Tinder lembra que, em 2020, esquemas desse tipo ultrapassaram US$ 300 milhões em prejuízos e aponta sinais de alerta, como pedidos de informações financeiras, pressa em levar a conversa para fora do aplicativo e recusa em encontros presenciais.

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Imagem: Rachel Wolf FOXBusiness via foxbusiness.com

Declaração da empresa

Yoel Roth, vice-presidente sênior de Confiança e Segurança da Match Group, afirmou que a iniciativa é um “próximo passo natural” para aumentar a segurança e garantir que “há uma pessoa real do outro lado”.

Expansão além dos aplicativos de namoro

Outras companhias também aderiram ao “proof of human” da World. Entre elas estão Zoom, Docusign, Shopify e Coinbase, que veem na tecnologia uma forma de reduzir riscos de fraudes por falsificação de identidade.

A ferramenta é desenvolvida pela Tools for Humanity, start-up cofundada por Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI.

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