Washington, – O bloqueio imposto pela Marinha dos Estados Unidos a portos iranianos tem dificultado a venda de petróleo do Irã, segundo fontes ligadas ao governo norte-americano. Estimativas apontam perdas diárias entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões para Teerã, montante que reduz a entrada de divisas no país.
Além da atuação militar, o Departamento do Tesouro, sob comando do secretário Scott Bessent, intensificou uma campanha de pressão financeira. Contas bancárias ligadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em países como Turquia, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã foram congeladas. Autoridades norte-americanas afirmam que qualquer nação que facilite transações comerciais ou financeiras para o Irã poderá ser excluída do sistema econômico dos EUA, perdendo acesso à rede Swift e ao sistema de compensação do Federal Reserve de Nova York.
Apesar da alta de preços de energia, o consumo interno nos Estados Unidos segue forte, com gasolina a cerca de US$ 4 por galão não contendo os gastos dos consumidores. Indicadores industriais — entre eles os índices do Institute for Supply Management (ISM) e do S&P Global — apontam expansão do setor manufatureiro.
Dados de emprego mostram que a contratação no setor privado superou projeções recentes. A taxa de desemprego está em 4,3%. Pedidos semanais e mensais de seguro-desemprego permanecem em níveis historicamente baixos.
A inflação gira em torno de 2,5%, de acordo com estimativas internas do governo. Paralelamente, empresas relatam aumento de produtividade e custos trabalhistas unitários reduzidos, o que tem impulsionado os lucros corporativos. Os principais índices acionários continuam próximos a máximas históricas.
Imagem: Larry Kudlow FOXBusiness via foxbusiness.com
Fontes do governo atribuem parte da resiliência econômica à produção interna de petróleo. A política de expansão exploratória implementada na última década ampliou a oferta doméstica, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros e atraindo demanda internacional por combustível dos Estados Unidos.
Combinadas, as medidas militares, as sanções financeiras e o forte desempenho econômico doméstico compõem a estratégia atual de Washington no Oriente Médio.