Os aposentados norte-americanos podem receber um reajuste de 3,9% em 2027 nos pagamentos do Social Security, segundo análise da The Senior Citizens League (TSCL). A estimativa reflete a recente retomada da inflação nos Estados Unidos e supera o aumento de 2,8% aplicado neste ano.
Nos EUA, o Cost of Living Adjustment (COLA) corrige anualmente os benefícios do Social Security com base no Índice de Preços ao Consumidor (CPI). O mecanismo lembra a revisão anual que o INSS faz no Brasil, mas, diferentemente daqui, o COLA é atrelado apenas à inflação, sem vínculo direto com o salário mínimo.
• A TSCL projeta COLA de 3,9%.
• O Comitê para um Orçamento Federal Responsável (CRFB) calcula 3,8%, com faixa provável entre 3% e 4,5% dependendo dos dados dos próximos meses.
Essa diferença parece pequena, mas qualquer décimo percentual a mais representa bilhões de dólares extras nos dispêndios federais. Caso os salários não acompanhem a inflação, o CRFB estima que o déficit do programa se amplie em cerca de US$ 300 bilhões na próxima década, antecipando em três meses a data de insolvência do principal fundo de aposentadoria, hoje prevista para 2032.
Quando o fundo se exaurir, a lei dos EUA obriga que benefícios sejam cortados para se adequarem à arrecadação de impostos sobre a folha. A projeção atual aponta redução automática de cerca de 25% – o suficiente para “apagar quase uma década de reajustes”, segundo o CRFB.
Imagem: Eric Revell FOXBusiness
Embora o Social Security seja um tema doméstico dos EUA, suas finanças têm efeito indireto sobre:
Para quem investe no exterior ou acompanha fundos atrelados a Treasuries, monitorar a trajetória da inflação e das despesas obrigatórias dos EUA ajuda a entender movimentos recentes de juros e de câmbio. Já no Brasil, o debate serve de alerta sobre a importância de ajuste fiscal para manter programas de seguridade sustentáveis no longo prazo.
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