Zuckerberg relaciona nova rodada de demissões na Meta a gastos com IA e não descarta novos cortes

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Menlo Park (EUA) – O presidente-executivo da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, afirmou nesta quinta-feira (data da reunião interna) que o aumento dos investimentos em inteligência artificial (IA) levou à nova rodada de demissões anunciada pela companhia e admitiu que outros cortes poderão ocorrer.

Durante um encontro virtual com funcionários – o primeiro desde que a empresa confirmou a dispensa de cerca de 8 000 colaboradores, equivalente a 10% do quadro –, Zuckerberg explicou que a companhia possui “dois grandes centros de custo: infraestrutura de computação e itens voltados a pessoas”. Segundo ele, destinar mais capital à infraestrutura para IA exige reduzir despesas em outras áreas, o que resultou na diminuição do efetivo.

As demissões devem começar em 20 de maio, em meio à expansão dos projetos de IA e da infraestrutura necessária para suportá-los. O executivo negou que a medida esteja ligada à transição para uma estrutura “AI-native” nem ao desenvolvimento de agentes autônomos; de acordo com Zuckerberg, o uso interno de ferramentas de IA para aumentar a produtividade “não é o fator que impulsiona os cortes”.

Questionado sobre a possibilidade de novas dispensas, o CEO respondeu que não descarta a ideia. “Vamos observar como as coisas evoluem”, disse, acrescentando não ter “um plano com bola de cristal” para os próximos anos.

Além dos cortes, a Meta passou a monitorar atividades de funcionários – como cliques, atalhos usados e navegação nos aplicativos – a fim de treinar seus sistemas de IA. A iniciativa gerou críticas em fóruns internos, segundo relatos de empregados.

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Imagem: Michael Sinkewicz FOXBusiness via foxbusiness.com

Em teleconferência de resultados, a diretora financeira Susan Li afirmou que o tamanho ideal da empresa no longo prazo ainda é incerto, citando a rapidez com que as capacidades de IA vêm mudando.

A nova redução de pessoal soma-se às 11 000 demissões efetuadas em novembro de 2022 e a outras 10 000 ocorridas meses depois. Conforme o último relatório anual, a Meta empregava cerca de 79 000 pessoas em 31 de dezembro.

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