Selic reduzida para 14,5% impõe cautela e coloca títulos IPCA+ no centro das carteiras

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O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 14,5% ao ano, conforme esperado pelo mercado, mas alertou que o ambiente para futuras decisões ficou mais complexo devido à inflação ainda elevada e à maior influência de fatores externos.

Diante desse cenário, investidores precisam equilibrar proteção e oportunidade na renda fixa, afirma Marcelo Freller, estrategista do C6 Bank. Em entrevista, ele aponta os títulos indexados ao IPCA (IPCA+) como a principal escolha no momento.

Por que o IPCA+ ganha força

Segundo Freller, esses papéis oferecem dupla função: defendem a carteira caso a inflação persista e permitem ganho expressivo se os juros reais recuarem. Ele destaca que, enquanto ações e câmbio já capturaram boa parte do “rali de Brasil” iniciado em 2025, os juros reais permanecem altos, abrindo espaço para valorização adicional dos títulos atrelados ao IPCA.

Estratégia para perfis conservadores

Para investidores com menor tolerância a risco, os pós-fixados continuam relevantes. Mesmo após a nova queda da Selic, o patamar de 14,5% ainda assegura retornos atraentes com baixa volatilidade, servindo de base para a alocação.

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Imagem: neofeed.com.br

O Copom evitou sinalizar os próximos cortes por causa da pressão do petróleo sobre os preços e reforçou a dependência de dados econômicos futuros. Com menor visibilidade, a recomendação de Freller é manter portfólios balanceados, combinando proteção contra inflação e ganhos potenciais caso o cenário melhore.

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