Trump rejeita proposta mais recente do Irã para retomar negociações de paz

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Washington, 1º de maio — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não ficou satisfeito com a proposta enviada por Teerã para reabrir o diálogo sobre a guerra iniciada em 28 de fevereiro.

Ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida, Trump disse a jornalistas que a liderança iraniana está “muito desorganizada” e dividida em “dois ou três grupos”. Segundo o presidente, o Irã “quer um acordo, mas pede coisas com as quais não posso concordar”.

Mediadores e contatos telefônicos

O chefe da Casa Branca elogiou os esforços de mediação do Paquistão e confirmou que conversas telefônicas continuam. “Eles fizeram progressos; não sei se vão chegar lá”, declarou.

Posição iraniana

Mais cedo, o vice-chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou, em mensagem publicada no Telegram, que Teerã está disposto a recorrer à diplomacia se Washington abandonar o que chamou de “postura excessiva, retórica ameaçadora e ações provocativas”. Ele acrescentou que as forças armadas iranianas permanecem em alerta para defender o país.

Cenário militar e econômico

O conflito já provocou milhares de mortes e o fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. A interrupção elevou preocupações sobre uma desaceleração econômica mundial e manteve o barril acima de US$ 100; após a notícia da proposta iraniana, as cotações recuaram.

A Marinha dos EUA continua bloqueando as exportações de petróleo do Irã. O Departamento do Tesouro advertiu nesta sexta-feira transportadoras de que podem sofrer sanções caso paguem taxas a Teerã para atravessar o estreito.

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas informações sobre possíveis novos ataques dos EUA aumentaram o preço do petróleo para o nível mais alto em quatro anos na quinta-feira.

Ameaças e respostas

Duas fontes iranianas disseram à Reuters que o país ativou defesas aéreas e prepara uma “resposta ampla” caso sofra um ataque curto e intenso dos EUA, possivelmente seguido por ação israelense. Em reação aos bombardeios iniciais de Washington e Tel Aviv, Teerã mirou bases americanas no Golfo, enquanto o Hezbollah lançou mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos no Líbano.

Armas nucleares e eleições nos EUA

Trump reiterou que o Irã não será autorizado a obter armas nucleares e comentou que o preço da gasolina — ponto sensível para o Partido Republicano às vésperas das eleições legislativas de novembro — “vai cair rapidamente quando a guerra terminar”.

Teerã exige há anos o reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio para fins que diz serem pacíficos, reivindicação contestada por potências ocidentais.

Reação chinesa

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, declarou ser urgente manter o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz o quanto antes. Ele afirmou esperar que o tema tenha prioridade caso a passagem continue fechada quando Trump visitar Pequim ainda este mês.

Questionado sobre as alternativas dos EUA, o presidente resumiu: “Queremos bombardear completamente e encerrar isso de uma vez por todas? Ou queremos tentar um acordo? Do ponto de vista humano, prefiro não bombardear”.

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