A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira (data conforme original), a comercialização de pods de cigarro eletrônico com sabores de fruta, algo inédito até então.
Os produtos são fabricados pela Glas Inc., empresa sediada em Los Angeles, e estarão disponíveis nos sabores manga, blueberry e em duas versões mentoladas. Eles serão vendidos sob os nomes comerciais Gold, Sapphire, Classic Menthol e Fresh Menthol.
Segundo a agência, os dispositivos utilizam tecnologia de verificação de idade. Para ativar o vape, o usuário precisa validar um documento de identidade emitido pelo governo e parear o aparelho a um smartphone via Bluetooth. Caso o dispositivo se separe do telefone, deixa de funcionar.
De acordo com o comunicado, a combinação entre a tecnologia de restrição, obrigatória para a Glas, e limites de marketing determinados pela FDA “deverá reduzir de forma efetiva a possibilidade de uso por jovens”. A venda permanece restrita a maiores de 21 anos.
Historicamente, o órgão resistia a liberar sabores atrativos para adolescentes. A autorização ocorre após o Wall Street Journal noticiar que o ex-presidente Donald Trump teria cobrado celeridade do comissário da FDA, Marty Makary, para liberar vapes saborizados.
Imagem: Michael Sinkewicz FOXBusiness via foxbusiness.com
Entidades de saúde pública expressaram preocupação. A Campaign for Tobacco-Free Kids afirmou que a medida pode comprometer avanços no combate ao consumo juvenil. Já a Truth Initiative considerou a aprovação um “teste crucial” para avaliar se as restrições serão suficientes e cobrou monitoramento rigoroso.
Com a decisão, a FDA soma 45 produtos de cigarro eletrônico autorizados no país. A agência lembra que mais de 25 milhões de norte-americanos ainda fumam cigarros convencionais e que o tabagismo continua sendo a principal causa evitável de doenças crônicas e mortes prematuras, respondendo por aproximadamente uma em cada cinco mortes nos EUA.
Bret Koplow, diretor interino do Centro de Produtos de Tabaco da FDA, classificou a tecnologia de bloqueio como um “divisor de águas” potencial para impedir o acesso de menores e, ao mesmo tempo, ampliar opções menos nocivas para fumantes adultos que buscam abandonar o cigarro tradicional.