A Petrobras (PETR4) divulga nesta segunda-feira (11) o resultado do primeiro trimestre de 2026 e deve confirmar a distribuição de cerca de US$ 2,1 bilhões em dividendos, segundo estimativas do BTG Pactual. O montante representa um dividend yield aproximado de 1,5% apenas para o período.
Com o barril de Brent acima de US$ 100 e avanço consistente da produção, o banco projeta Ebitda próximo de US$ 13 bilhões. Mesmo após investimentos estimados em US$ 4,9 bilhões e impactos de capital de giro, o fluxo de caixa livre deve chegar a US$ 4,8 bilhões.
Para 2026, o BTG mantém expectativa de dividend yield em torno de 9% e rendimento ao acionista medido pelo fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) próximo de 11%. O banco avalia que a forte geração de caixa pode abrir espaço para pagamentos extraordinários em 2027.
No trimestre, a petroleira atingiu 2,58 milhões de barris por dia em produção doméstica, número que supera o guidance anual e avança tanto na comparação trimestral quanto anual. O crescimento é atribuído à entrada de novas plataformas no pré-sal, especialmente nos campos de Búzios e Mero, associada a ganhos de eficiência.
A valorização do Brent, de cerca de 23% em relação ao trimestre anterior, deve impulsionar a receita. Ao mesmo tempo, o aumento do volume produzido ajuda a diluir custos, com lifting cost estimado em US$ 8,9 por barril.
Imagem: Equipe Money Times via moneytimes.com.br
O segmento de refino continua como ponto de atenção: as margens foram comprimidas ao longo do trimestre, sobretudo em março, devido a spreads mais fracos. Ainda assim, a leitura do BTG é de que o cenário se mostrou menos negativo do que o previsto inicialmente.
O balanço completo e a confirmação do valor dos proventos serão conhecidos após o fechamento do mercado.
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