Ação da Hypera avança mais de 5% com retorno ao lucro no 1º trimestre de 2026

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A Hypera (HYPE3) chegou a registrar alta de 5,77% nesta quarta-feira (29), tocando R$ 23,28 e eliminando as perdas acumuladas no ano, após divulgar balanço que marcou a volta ao lucro no primeiro trimestre de 2026.

Resultados financeiros

A companhia farmacêutica apurou lucro líquido de R$ 346,8 milhões entre janeiro e março, revertendo o prejuízo de R$ 141,1 milhões anotado um ano antes. A receita líquida somou R$ 2,01 bilhões, avanço de 86,7% na comparação anual. De acordo com a empresa, o desempenho reflete uma base fraca de 2025, quando a estratégia de otimização de capital de giro reduziu as vendas, além de melhora operacional recente.

O indicador de sell-out — que mede as vendas ao consumidor final nas farmácias — foi apontado pelos analistas como o principal motor do crescimento.

Reação do mercado

Por volta de 11h55 (horário de Brasília), o papel subia 4,91%, cotado a R$ 23,09.

Visão dos bancos

BTG Pactual considerou os números em linha com o previsto, com lucro acima das estimativas. Destacou a melhora do fluxo de caixa livre diante de menor capex e a queda da alavancagem para 2,2 vezes a relação dívida líquida/Ebitda, ante 3,7 vezes no trimestre anterior. O banco manteve recomendação neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 27 para R$ 26, citando rendimento de fluxo de caixa “pouco atrativo” de cerca de 6% em 2026 e 8% em 2027.

Itaú BBA viu receita acima do esperado, mas alertou para margens mais fracas. O Ebitda totalizou R$ 586 milhões, em linha com as projeções, enquanto a margem de 29% ficou abaixo do consenso — o banco projeta 33,5% para 2026. O BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 33.

Ação da Hypera avança mais de 5% com retorno ao lucro no 1º trimestre de 2026 - Imagem do artigo original

Imagem: Anna Scabello via moneytimes.com.br

Bradesco BBI ressaltou a resiliência operacional, com sell-out acima do previsto e maior tração dos lançamentos, fatores que compensaram efeitos sazonais sobre receitas e margens. Apesar de geração de caixa mais fraca, atribuída à sazonalidade do capital de giro, o banco manteve recomendação de compra, destacando valuation a 8,5 vezes o lucro estimado para 2026.

Santander Brasil destacou que a aceleração das vendas no varejo ocorreu mesmo com menores descontos e redução de despesas de marketing. Caso o ritmo de sell-out permaneça em 9% ao longo do ano — frente a estimativa atual de 7,5% — o banco vê espaço para revisões positivas de receita. A instituição manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 30,50, o que sugere potencial de alta de 38,6%, além de projetar dividend yield de cerca de 5% em 2026.

Analistas, entretanto, seguem atentos à pressão sobre margens e à sustentabilidade do desempenho de sell-out nos próximos trimestres.

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