Fundo Verde volta a apostar em petróleo diante de tensões no Estreito de Ormuz

Felipe MartinsFelipe MartinsEstratégias de investimento2 horas atrás13 Visualizações

O Fundo Verde, comandado por Luis Stuhlberger, voltou a montar posição comprada em petróleo por meio de opções. A gestora acredita que, se o impasse geopolítico no Estreito de Ormuz não se resolver até meados de junho, a oferta global pode encolher e exigir “destruição de demanda” – jargão que descreve aumentos de preço fortes o bastante para reduzir o consumo.

Por que o Estreito de Ormuz importa

O canal marítimo liga produtores do Golfo Pérsico ao restante do mundo e concentra cerca de um quinto do petróleo transportado por navios. Qualquer bloqueio ou ataque na região, hoje marcado pelo atrito entre Irã e Estados Unidos, tende a encarecer o barril rapidamente. Segundo a Verde, Teerã estaria testando limites na negociação, calculando que Washington evita novas ações militares extensas.

Reflexos para quem investe

  • Combustíveis e inflação: petróleo mais caro costuma pressionar a cadeia de transporte e pode reaparecer nos índices de preços. No Brasil, um salto no barril pode influenciar as projeções de IPCA e a discussão sobre o ritmo de cortes da Selic.
  • Dólar e bolsa: ambientes de tensão elevam a procura por dólar, moeda vista como proteção. Já na B3, empresas de petróleo podem ganhar fôlego, ao passo que setores dependentes de combustível sentem custo maior.
  • Renda fixa: expectativas de inflação mais alta tendem a elevar prêmios de títulos indexados à inflação, como NTN-Bs, e a reduzir o apetite por papéis prefixados.

Desempenho recente do Verde

Em abril, o fundo rendeu 2,71%, superando o CDI de 1,09% no período. No ano, acumula 7,41% ante 4,54% do benchmark. Os ganhos vieram principalmente de:

  • Book de ações no Brasil e no exterior
  • Posição comprada em real
  • Alocação em juros reais nos Estados Unidos

Já as perdas foram registradas em metais preciosos e na proteção de crédito atrelada à Arábia Saudita.

Como o fundo está posicionado agora

  • Renda variável: exposição mantida em Brasil e exterior
  • Renda fixa local: sem posições direcionais
  • Estados Unidos: aplicado em juro real e inflação implícita
  • Câmbio: maioria das apostas zerada; apenas opções de compra no real permanecem
  • Commodities: ouro, prata e agora as novas opções de alta no petróleo
  • Crédito: proteção em dívida da Arábia Saudita e posição em crédito local

O que observar adiante

Para o investidor que acompanha de perto o cenário macro, a combinação de barril mais caro, inflação resiliente e ciclos de juros ainda indefinidos reforça a necessidade de entender como cada classe de ativo reage a choques de oferta. Mesmo quem não opera petróleo de forma direta sente os efeitos nos preços ao consumidor, no câmbio e na política monetária. Assim, acompanhar os desdobramentos no Estreito de Ormuz e nas negociações entre Irã, Estados Unidos e China pode ajudar a antecipar mudanças de humor no mercado.

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