O Fundo Verde, comandado por Luis Stuhlberger, voltou a montar posição comprada em petróleo por meio de opções. A gestora acredita que, se o impasse geopolítico no Estreito de Ormuz não se resolver até meados de junho, a oferta global pode encolher e exigir “destruição de demanda” – jargão que descreve aumentos de preço fortes o bastante para reduzir o consumo.
O canal marítimo liga produtores do Golfo Pérsico ao restante do mundo e concentra cerca de um quinto do petróleo transportado por navios. Qualquer bloqueio ou ataque na região, hoje marcado pelo atrito entre Irã e Estados Unidos, tende a encarecer o barril rapidamente. Segundo a Verde, Teerã estaria testando limites na negociação, calculando que Washington evita novas ações militares extensas.
Em abril, o fundo rendeu 2,71%, superando o CDI de 1,09% no período. No ano, acumula 7,41% ante 4,54% do benchmark. Os ganhos vieram principalmente de:
Já as perdas foram registradas em metais preciosos e na proteção de crédito atrelada à Arábia Saudita.
Imagem: Reprodução | Trader Iniciante
Para o investidor que acompanha de perto o cenário macro, a combinação de barril mais caro, inflação resiliente e ciclos de juros ainda indefinidos reforça a necessidade de entender como cada classe de ativo reage a choques de oferta. Mesmo quem não opera petróleo de forma direta sente os efeitos nos preços ao consumidor, no câmbio e na política monetária. Assim, acompanhar os desdobramentos no Estreito de Ormuz e nas negociações entre Irã, Estados Unidos e China pode ajudar a antecipar mudanças de humor no mercado.
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